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X-Men – Primeira Classe Imprimir
Escrito por Bruno Moura   
Quinta, 09 de Junho de 2011 - 15:52

professor-xOs filmes da franquia X-Men nunca me agradaram, entretanto sempre alimentei a esperança de que um dia poderia sair algum trabalho grandioso. Com lançamento em cima de lançamento e decepção sobre decepção, cheguei a pensar que dificilmente um dia poderia sair algo realmente bom. Mas confesso que, para minha total alegria, dessa vez, fui surpreendido.

Inicialmente temos Matthew Vaughn assumindo a direção. Vaughn trabalhou com o Kick-ass, e, segundo minha opinião, resultou num dos melhores filmes que já vi. O prêmio de astro fica com Michael Fassbender, que interpretou de forma sublime e única Erik Lehnsher e mostrou suas angústias, qualidades e defeitos. Magneto foi representado de tal forma, que o público chega mesmo a simpatizar com suas motivações. James McAvoy dá vida a Charles Xavier, e oferece uma faceta diferente da que ficou conhecida em outros filmes. Neste, temos um Professor X, que não chegou ao seu potencial máximo, mas que se torna conhecido como o mentor de respostas que confortam os aflitos. Outro destaque é Kevin Bacon, interpretando o vilão Sebastian Shaw, um ex-nazista, personagem da qual a plateia não sente pena quando morre. Bacon mostra como se interpreta um vilão, e com suas peculiaridades dá um toque magistral.

Jennifer Lawrence interpretou Mística e atribuiu nuances diferentes à personagem. O filme mostra a relação entre Mística e Charles, desde o inicio da infância até o momento da "separação eterna". E, no lugar de Fera, entrou Nicholas Hoult, um legítimo Nerd que se transforma no feroz e peludo azul. Zoe Kravitz (Angel) e January Jones (Emma) não interpretaram muito bem seus personagens.Fugiu da minha compreensão a necessidade de inserir Angel na história, exceto pelo fato de ser uma adversária potencial para Banshee. Emma Frost, por sua vez, uma personagem importante, mereceria um bom destaque, entretanto não obteve. Apesar dos 'poréns', ela não foi um fracasso, entretanto, esperava-se bem mais.

Ao analisar a trama, é possível dizer que foi bem construída. Nada que se possa considerar perfeita, mas, ao menos, chegou tranquilamente ao nível do aceitável. Ela trouxe um ar de dramaticidade, num ambiente misturado com medos, angustias e receios, ao colocar os personagens em constante questionamento. Mais do que efeitos especiais, o filme mostra uma narrativa interessante e repleta de questões ligadas à moral humana (ou moral mutante).

Se a intenção foi reiniciar a série, o pé direito deu início a uma marcha em compasso certo!

 
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