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Transformers 3 – O Lado Oculto da Lua Imprimir
Escrito por Bruno Moura   
Sexta, 08 de Julho de 2011 - 15:30

transformers-2011Com cenas de encher os olhos, o terceiro filme da série consegue superar o anterior, apenas corrigindo seu erro mais gritante: dar um bom motivo para um bando de carros que viram robôs se matarem. A verdade é que, apesar da nítida evolução, a franquia continua se apresentando como um amontoado de cenas de ação e pouca história.

O filme começa muito bem ao mostrar a chegada do homem à lua e o seu envolvimento com a trama, que se desenvolve ao longo do filme. Após isso, o que se assiste é pancadaria entre robôs, até o final dele. Digo isso, porque após o fim dos combates, não vemos nenhum desfecho. Em suma, os autobots derrotam os decepticons e, após algumas frases de vitória, entram os créditos.

Michael Bay, o diretor desta edição de Transformers e, também, da anterior, já é conhecido pelo público como alguém habituado a impedir a evolução de filmes que possuem potencial para crescerem. A franquia tem uma mitologia que poderia ser mais elaborada. E, mesmo sendo robôs, o diretor poderia utilizar um pouco mais de psicologia aprofundada para dar uma "identidade" aos personagens.

Shia LaBeouf interpreta Sam Witwicky, o personagem principal da trama. A atuação não surpreende, mas o personagem poderia ter um papel mais decisivo do que deixar tudo nas mãos dos robôs. Rosie Huntington-Whiteley representou a namorada de Sam, substituindo Megan Fox. A atuação foi tão apagada que é como se não estivesse ali. Para salvar o quesito "atuação", John Turturro e Frances McDormand tiveram pouca participação no filme, porém com grande destaque ao ganhar, inclusive, uma cena extra depois dos créditos iniciais.

O filme anterior da série foi pautado em cenas de ação sem qualquer trama digna de prender expectador ou obrigá-lo a pensar e raciocinar. Bastava estar ali sentado e ver quem era o robô mais forte. Neste terceiro filme, houve sensível mudança, tanto em termos de roteiro quanto de trama, o suficiente para não ser classificado como vergonhoso. Ao menos tivemos o 3D e as cenas bem construídas em seus mínimos detalhes. Mas, mesmo assim, após três filmes continuo confundindo quem é quem entre os robôs. Pegue máquinas colossais com centenas de detalhes e muita cor metálica, junte com cenas rápidas e muitas explosões com destroços e voilà.

Sem um produto digno de uma franquia que tem potencial, com atuações ruins de boa parte do elenco e uma trama que poderia ser mais explorada, o filme cairia em total esquecimento, neste ano, não fosse o 3D, que só não superou Avatar. Por fim, ao menos, sobrou a diversão.

 


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