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Escrito por Bruno Moura   
Terça, 26 de Julho de 2011 - 13:17

Dias atrás, nas mesas da Praça de Alimentação do IPA, discutíamos sobre a questão dos trailers serem uma jogada de marketing para atrair o público ao cinema. Eu afirmava que os filmes americanos fazem bons trailers para vender o produto, como algo surpreendente. Porém, muitas vezes, descobrimos que o filme nem é tão bom assim. Trata-se de julgar o livro pela capa.Entretanto, no caso dos filmes brasileiros, ocorre o contrário. Há trailers 'meia boca', que não vendem o filme e que, muitas vezes, acabam por prejudicá-los.

Quem está no cinema e vê um trailer ruim, certamente não irá ver o filme. Mas, aí está um equivoco, pois o Brasil também tem produções muito boas, as quais não assistimos por conta de um pré-julgamento equivocado, e que poderia ser amenizado por uma melhor produção em torno do trailer.Neste filme, Cilada.com ocorre diferente. O trailer vende bem; pena que o produto não seja tão bom.

Como todos os filmes brasileiros, fui conhecê-lo pelo trailer, exibido antes de uma sessão de cinema na qual fui assistir no mês passado. Sinceramente, fui levado a crer que seria um filme realmente espetacular. As cenas eram recheadas de piadas inteligentes, e não há como negar. A trama envolve o personagem Bruno, após ser pego por sua namorada aos "amassos" com outra garota durante uma festa de casamento. Há um vídeo seu postado no site youtube. O vídeo mostra uma "transa inesquecível" de Bruno com sua namorada, a qual dura aproximadamente 12 segundos, e logo se torna a sensação viral na web.

O filme recorre a baixarias do inicio ao fim, com uma dosagem relevante de romantismo clichê. As piadas inteligentes, que estavam no trailer, realmente estão presentes no filme, mas o humor fica somente nestas mesmas piadas. Ou seja, usaram as melhores cenas de humor do filme para divulgação e o longa-metragem deixou de surpreender o público. A evolução da trama também é confusa. Não vemos o personagem aprender algo com seus erros ao longo do filme e no final há uma mudança repentina e mal explicada, daquelas que não colam para o público.

Bruno Mazzeo, além de roteirista do filme, interpretou o protagonista Bruno. Sua atuação foi mais do que apagada, sem passar a sensação de um personagem cômico.

A conclusão do filme é obvia, com final feliz. As atuações só não foram melhores por conta da má construção dos personagens, tanto dos protagonistas quanto dos coadjuvantes. Um filme que engana pela "capa" e que, consequentemente, não acrescenta nada ao público, que entra calado e sai mudo, sem sequer ter algo para comentar a respeito dele.

 


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