Gigantes de aço Imprimir
Escrito por Bruno Moura   
Terça, 15 de Novembro de 2011 - 15:47

gigantes-de-acoNum futuro não muito distante, onde as lutas entre humanos foram proibidas para dar lugar às maquinas, um pai ausente e seu filho tentam conviver numa relação tumultuada para só no final então se acertarem. Apesar da fórmula clássica, Gigantes de Aço se destaca como um bom filme, talvez um dos melhores do ano. Se comparado com outro filme de robôs gigantes (Transformers) neste temos ao menos o fator enredo de forma destacada.

O filme dirigido por Shawn Levy contou com um roteiro bem montado que evitou atropelar o desenvolvimento da história. Os roteiristas John Gatins, Michael Caton-Jones, Sheldon Turner deram a dose certa para que o primeiro ato não fosse feito as pressas e para que o segundo não fosse uma corrida de atropelos sem sentido. Vemos aqui um inicio um meio e uma conclusão.

Na trama, Charlie Kenton (Hugh Jackman) é um ex-pugilista que vive no submundo das lutas entre robôs. Após descobrir que uma ex-namorada morre e que seu filho Max ficaria a partir de então sob sua tutela, Charlie vende a guarda do filho para o cunhado por 100 mil dólares. O problema é que seus cunhados viajam para o exterior e Charlie se vê obrigado a cuidar do filho por um tempo. Logo o garoto Max parte com o pai para as lutas. Daí em diante a trama se desenvolve mostrando todos os conflitos que levam da relação conturbada ao final feliz.

Quanto ao elenco, temos nomes consagrados como Hugh Jackman (o protagonista Charlie Kenton) e Evangeline Lilly (Bailey Tallet). As atuações de ambos foram excepcionais. Hugh Jackman foi capaz de fazer com que se esquecesse sua feição típica do personagem Wolverine de X-Men. A química entre ele e o garoto Dakota Goyo (Max) foi sem dúvida um dos pontos altos do filme. Evangeline Lilly também não decepcionou. Ela deu cara a sua personagem e não deixou que sua beleza predominasse acima da interpretação.

As locações utilizadas foram bem escolhidas. Na parte dos ringues contamos com muitos efeitos especiais, o que da um contraste de futurismo não muito distante. Vemos tecnologia na história que não existe aqui, mas nada exagerado (com exceção dos robôs) como carros voadores. Os figurinos se incluem na mesma situação, nada exagerado, mas tudo bem detalhado de acordo com o contexto na qual os personagens se inserem.

O diretor Shawn Levy é conhecido por ter dirigido filmes de relações familiares e de comédia. Isso só já era motivo para desconfiança, mas ao contrário, o filme mostrou-se diferente. Shawn Levy deu um toque de humor leve e uma trama familiar que em contraste com a ação presente nas lutas de robôs encaixam o filme numa categoria perfeita para "filme em família". Um filme capaz de surpreender e emocionar.

 


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