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Amanhecer - Parte 1 Imprimir
Escrito por Bruno Moura e Thamires Rosa   
Segunda, 21 de Novembro de 2011 - 16:27

Amanhecer-parte-1De todos os filmes da franquia Crepúsculo, Amanhecer – Parte 1 é sem dúvida o menos infantil e mais dramatizado entre os demais. Desta vez a direção ficou a cargo de Bill Condon, roteirista do aclamado musical Chicago. Condon deu mais seriedade para a obra da escritora Stephenie Meyer que vendeu milhares de livros pelo mundo todo.

Basicamente, o filme é dividido em duas partes: a primeira é onde os protagonistas Edward Cullen (Robert Pattinson) e Bella Swan (Kristen Stewart) se casam e passam a sua lua de mel no Brasil. Interessante notar como é a visão dos americanos a respeito de nós brasileiros. Parece que vivemos sambando o ano inteiro e que o Brasil se limita apenas ao Rio de Janeiro e o Cristo Redentor. Já na segunda parte o filme muda de ângulo no retorno do casal a cidade de Forsk. Neste ponto temo a parte mais relevante da história, onde ocorre o grande conflito do filme. Bella fica grávida e descobre que seu corpo não suporta o feto que carrega e que provavelmente não sobreviverá ao parto. Os lobos não ficam contentes com a possibilidade do surgimento de um monstro e decidem eliminá-la.

A primeira parte é totalmente entediante e poderia muito bem ser resumida. Já na segunda parte do filme fica mais interessante com os conflitos, mas em especial com a entrada de Jacob (Taylor Lautner) que deixa a narrativa mais interessante causando furor na história.

As locações são as mesmas dos demais filmes, tendo apenas o Brasil como exceção. E no quesito caracterização temos um intenso desfile de moda. Quanto à maquiagem, o exagero e os excessos tornam os personagens caricatos. Na cena do casamento fica visível que Pattinson está demasiadamente maquiado no rosto, mas vemos o couro cabeludo "bronzeado", o que me faz pensar como foi mal cuidadosa a equipe de edição final do filme.

Para dar dramaticidade, temos trilhas sonoras adequadas a determinadas cenas enquanto temos também exageros em outras. Os efeitos especiais não chamaram tanta atenção, exceto quando surgem os lobos. Interessante que quando se transformam, as roupas rasgam, mas nunca aparecem cenas dos lobos voltando ao normal, só o contrário. Talvez para evitar mostrar cenas de nudez dos índios.

As atuações permanecem estagnadas como nos demais filmes. Não ouve evolução para nenhum personagem, sendo que Robert Pattinson permanece com a mesma fisionomia estranha de alguém com sérios problemas de depressão. Kristen Stewart parece sempre uma adolescente sem sal e Taylor Lautner comete certos exageros quanto sua atuação, o que faz dele o destaque no filme.

O filme abandona a inocência ao abordar temas como gravidez, casamento, sexo e aborto. Nesse sentido, o filme toma uma grande evolução e se mostra mais maduro podendo atingir um público mais velho. Intenso, o filme não permanece na mesmice e alterna com uma ótima cena de ação no seu final.

Ao menos restou os temas moralistas e as cenas de ação que prendem o telespectador na história. O final pelo menos deixou a sensação de ansiedade para saber o que acontece seguido a cena final. Assim ficarei no aguardo do último filme para saber o desfecho da franquia. Espero que o diretor não enrole demais como neste filme. Vale ressaltar que desta vez não tive problemas com adolescentes gritando durante a sessão no cinema. Isso colaborou para o trabalho.

 


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