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Oz – Mágico e Poderoso Imprimir
Escrito por Bruno Moura   
Terça, 02 de Abril de 2013 - 13:04

ozFilme dirigido por Sam Raimi, Oz – Mágico e Poderoso funciona como um prelúdio para O Mágico de Oz, onde temos a história do famoso mágico que partiu do Kansas para a Cidade das Esmeraldas. Esse é o perfeito resumo para quem pretende assistir o filme, que mais merece crédito por efeitos especiais do que por outros motivos. No original (filme da Warner Bros), temos uma adaptação de um livro fantasioso, que fascinou multidões por sua originalidade (ou não, sempre há quem conteste isso) enquanto neste, temos um filme que é apenas um complemento e que não preenche nada.

Oz – Mágico e Poderoso é repleto de imagens de encher os olhos e traz um elenco de peso, contudo, ao final remete a sensação plena de ser mais um filme caça-níquel (que aliás, era uma suspeita de todos mesmo antes do filme ser lançado). O filme é uma invenção da Disney, que seutiliza da liberdade poética para imaginar o que ocorreu antes da obra deLyman Frank Baum. No entanto, certas coisas nunca devem ser tocadas, e a obra de Frank Baum é uma delas.

Os efeitos especiais do filme são o ponto forte, não por sua magnificência, mas pelos demais pontos não terem tanto destaque a ponto de propor concorrência. As atuações foram medianas, para não dizer ruins. James Franco apresentou seus sorrisos característicos e sequer deu alguma emoção ao personagem Oscar Diggs. Michelle Williams, RachelWeisz e Mila Kunis interpretaram as três irmãs bruxas e provaram não ter tanto cacife para interpretar personagens exóticos.

O inicio do filme é apresentado em preto e branco, justamente no mundo real. A intenção de dar um contraste diferente entre o que é real e fantasioso através das cores foi uma ótima ideia. Talvez aí esteja a grandeideia original, aquele ponto interessante que faz com que se comente o filme de maneira positiva. Infelizmente, ficamos restritos apenas nisto. Quanto a questões de roteiro, o filme é confuso e difícil de determinar quanto ao inicio e término dos atos.

Julgo Oz - Mágico e Poderoso como divertido, mas apenas isso. Não traz nada inovador em termos de história. Preferia o tempo quando a indústria cultural não tinha a necessidade de contar o passado de uma história já estabelecida, só para disfarçar a falta de criatividade e a certeza de ganhos concretos de receita.

 


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