Oblivion Imprimir
Escrito por Bruno Moura   
Quarta, 15 de Maio de 2013 - 12:47

oblivion

Quando saiu a sinopse sobre um Sci-Fi, surgiram  dúvidas e incertezas, que  tornam a obra digna da nossa desconfiança. Claro que isso não se encaixa aos fanáticos do gênero, e justiça seja feita aqui, essas características da ficção científica são o cerne do gênero em si e não um defeito propriamente dito. Explico: a magia do Sci-Fi está no desconhecido e no que imaginamos que possa acontecer num futuro (próximo ou não) ou numa galáxia distante. Entendido isso, temos uma obra de no máximo duas horas (salvo algumas raras exceções) onde o público tenta absorver o excesso de informação somado a trama, sem ter sequer trazido uma bagagem de informação relevante por conta da divulgação dos filmes.

Quando saíram as imagens, informações e a sinopse sobre Oblivion, pouco se sabia. Só com o que foi apresentado, não era possível mensurar se haveria ali um bom ou péssimo filme. Então, antes que houvesse mais informações, iniciaram julgamentos acerca da obra em vista do diretor Joseph Kosinski, que dirigiu Tron: O Legado, e Tom Cruise, que fez os mais variados filmes. Com o trailer, podemos ter um vislumbre do que ocorreria então, e mesmo assim, pouco fora apresentado ali, para não dizer quase nada. Minha reação ainda era: “sobre o quê diabos é este filme?”. A mesma reação que tive quando saíram o trailer e as informações sobre Inception, do diretor Christopher Nolan. Então, de certo modo, e para mim, poderia estar ali um bom filme que me fascinaria, e porque não?

O filme saiu, e minha analise é de que fui surpreendido pelo enredo do filme. Não estou dizendo que ele é fantástico, mas, eu como fã do gênero Sci-Fi sempre imaginei enredos como aquele, quando pensava em escrever contos do tipo. O básico que se pode dizer é que a história retrata  vida de coletores que extraem os últimos recursos do nosso planeta para que a raça humana vá para um novo lar na lua de Saturno. O planeta está praticamente destruído, quase inabitado, devido a guerra entre humanos e Saqueadores (raça alienígena que invade a Terra), que acaba com vitória humana, mas, com um alto custo. Dali em diante, enquanto a história progride, suposições vão sendo feitas, até que você descubra no final que uma delas estava certa. Aí você julga se foi decepção ou genialidade.

As locações, o design dos objetos e veículos, enfim, tudo está perfeito e  sem exageros (do ponto de vista de um filme de Sci-Fi). Não temos lasers para todos os lados, ou mesmo sabres de luz, mas armas de fogos e explosões. A dinâmica do filme é intensa, e as surpresas poderiam ser julgadas como previsíveis, decepcionantes ou espetaculares. Para mim, um pouco de cada em diversas cenas. Mais poderia ser mostrado, mas, trata-se de uma obra de 126 minutos, e para os criadores do filme, suas preferências não coincidiram com o que se julgaria ideal. Um dos pontos que mais pecaram foram no desenvolvimento e na evolução de certos personagens.

As atuações foram no geral boas, mas sou suspeito para falar de Morgan Freeman. Ele é experiente no ramo e um dos meus atores preferidos, portanto, não consigo imaginar um papel ruim dele, ou mesmo se algum dia chegará a tanto. Penso que é uma pena ele não ter sido mais  explorado na história. Nikolaj Coster-Waldau, o popular Jaime Lannister da série Game of Thrones, passou apagado, para minha decepção, mas, não fez feio. Vale lembrar que ele atuou recentemente em outro filme que esteve em cartaz, Mama. Tom Cruise fez Jack Harper, o protagonista. Continua com suas canastras características, mas, segue como um dos melhores atores da geração, apesar de algumas decaídas (alguém deve ter gritado Guerra dos Mundos e está certíssimo). Andrea Riseborough interpretou Vika, o par romântico de Jack, que trabalha ao seu lado como responsável pela parte de suporte e comunicação. Quase sem emoção em determinadas passagens, me fez pensar como conseguiu gerar minha antipatia pela sua personagem. Olga Kurylenko chega como Julia, que chega caindo de paraquedas na história, mais precisamente caindo de uma nave. Ela é o interesse romântico de Jack, e a mulher dos seus sonhos. Uma ótima atriz, e o destaque da história em minha opinião.

Revelado alguns pontos, o espectador, na certa, se questiona como Julia foi cair próxima à região onde Jack estava, visto que o Planeta Terra é enorme e a sua maior parte está contaminada por radioatividade. Calma, a revelação final está próximo ao fim, e ali  estão todas as respostas para as questões. O clímax resolve o conflito, e a minha conclusão é que isso faz da ficção científica algo mais fantástico do que meros efeitos especiais. Por isso gosto de Sci-Fi.

 


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