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O lado imperfeito do amor Imprimir
Escrito por Matheus Pannebecker   
Sexta, 10 de Junho de 2011 - 17:28

namoradosparasempreNo próximo domingo, é celebrado o dia dos namorados. E, por alguma razão, a Paris Filmes decidiu lançar o longa-metragem "Namorados Para Sempre" justamente no fim de semana dessa data. Mas não se enganem! O título nada tem a ver com o verdadeiro conteúdo do filme e a história dos protagonistas pouco se relaciona com o romantismo dessa data. "Namorados Para Sempre", na realidade, é um dramático retrato sobre relacionamentos em ruínas.

Na história, acompanhamos as dificuldades de Cindy (Michelle Williams) e Dean (Ryan Gosling) que, um dia, foram muito apaixonados, mas que, hoje, vivem um relacionamento repleto de discussões e decepções. Apesar de terem uma filha, os dois já não conseguem mais viver juntos e, aos poucos, percebem que a única saída é a separação.

Interpretado com total verossimilhança por Michelle Williams e Ryan Gosling – ela indicada ao Oscar por seu desempenho – o enredo é uma viagem dolorosa mas também reflexiva ao mundo dos relacionamentos. A exemplo de "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças", é um filme que explora todas as etapas do amor: desde o encantamento inicial até o amargo desfecho onde só restam desilusões.

Portanto, é necessário muita boa vontade e disposição para encarar "Namorados Para Sempre", um longa difícil justamente por causa do desconforto que causa. O diretor Derek Cianfrance não poupou ninguém e apresentou uma obra adulta dirigida a um público maduro – principalmente aquele que já passou por todos os pontos negativos e positivos de amar alguém.

Encerrando sua história com belíssimos créditos finais ao som da música "Alligator (Choir Version)", do Grizzly Bear, essa produção não deve, em hipótese alguma, ser conferida como opção romântica. É de se indignar que nem a própria distribuidora do filme tenha entendido as intenções da história. Ou, talvez, tenha, só que preferiu ganhar dinheiro ao invés de vender o que filme realmente é: uma experiência que, como poucas, deixa o espectador a par de todos os dolorosos sentimentos dos personagens. Nós sofremos junto com eles. E, para quem gosta, esse é o maior mérito do filme.

 


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