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Música, 3D e singularidade Imprimir
Escrito por Matheus Pannebecker   
Segunda, 05 de Setembro de 2011 - 15:03

kylieSe o fã não pode estar pessoalmente assistindo a um show, pelo menos agora os cinemas estão aproximando o público de seus respectivos ídolos. Se U2 e Foo Fighters já invadiram as salas de cinema com shows gravados especialmente para as telonas, no último fim-de-semana (em sessões limitadas), foi a vez da cantora pop Kylie Minogue. Com "Aprodite: Les Folies live in London", ela, além de proporcionar um verdadeiro espetáculo para seus fãs, também provou que os filmes ainda têm muito o que aprender sobre o 3D.

Ora, depois de tanto tempo investindo na técnica (ou seria explorando o público?), já estava na hora do cinema mostrar pelo menos algum aperfeiçoamento no 3D. Não é o que acontece. Bem pelo contrário. O que vemos é uma infinita lista de produções que usam a tecnologia com muito desleixo, não justificando o alto preço do ingresso. O show de Kylie Minogue, no entanto, é um verdadeiro exemplo de como o 3D pode ser encantador e, de fato, revolucionário.

Gravado nos dias 12 e 13 de abril no O2 Arena, em Londres, o "Aphrodite: Les Folies" utilizou câmeras 3D para registrar esse verdadeiro espetáculo de Kylie Minogue. Ou seja, foi concebido para ser exibido nesse formato, ao contrário de tantos outros filmes que são convertidos depois de finalizados. Assim, parece que, de fato, estamos lá em Londres assistindo ao show de Kylie. A profundidade e os detalhes proporcionados pelo 3D só aumentam toda a forte impressão que a turnê de "Aprodite: Les Folies" deixa.

Como divulgação do último cd de Kylie, "Aprodite", é claro que o show se baseia nas canções do último álbum. Porém, ainda existe espaço para outros grandes sucessos da cantora pop, como "In My Arms" (que, assim como outras passagens, não está disponível em outro formato a não ser o dos cinemas) e "Can't Get You Out of My Head". Impressiona como Kylie nunca perde o fôlego, transparecendo humildade, simpatia e um pique inabalável durante pouco mais de duas horas de apresentação.

"Aphrodite: Les Folies live in London" utiliza as mais diversas pirotecnias para explorar o empolgante repertório. Se "Cupid Boy" explora um explícito tom de homoerotismo para dialogar com a significativa parcela desse público que aprecia a cantora, também podemos encontrar coreografias simples mas efetivas (é o caso da empolgante "Get Outta My Way") ou até mesmo situações que só evidenciam o alto nível de produção do espetáculo, como a parte em que Kylie sobrevoa a plateia montada em um anjo ou a utilização de jatos d'água para encerrar a apresentação com grande estilo ao som de "All the Lovers".

Kylie Minogue, que, aos 43 anos, já enfrentou câncer e também atuou em filmes (teve pequenas participações, inclusive, no musical "Moulin Rouge!") prova que, mesmo que não tenha o apelo comercial de tantas outras artistas de sua categoria, é uma profissional que faz com perfeição aquilo que se propõe. Em "Aphrodite: Les Folies live in London", ela usa e abusa dos cenários grandiosos e dos figurinos diversificados, mas nunca é ofuscada por eles. E conseguir brilhar no meio de tanta coreografia e de tanto luxo não é para qualquer uma. Kylie, assim como o alto nível de seu show, é singular.

 


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