O Beira-Rio rugiu Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Domingo, 08 de Março de 2015 - 20:57

fotoMilhares de pessoas reunidas em um templo sagrado do Rio Grande do Sul. Naquele palco de glórias, rivais viram de perto um time confluir às massas e se tornar um exército intransponível a qualquer jogada plástica. Paulistas, cariocas, argentinos – estrangeiros de inúmeras nacionalidades – sentiram o poder do Beira-Rio. Em 2014, com um estádio remodelado aos moldes do Primeiro Mundo, o Inter pode se orgulhar dos alicerces lançados há 45 anos. O gigante, a partir de agora, é para sempre.

Foi uma festa lendária, daquelas que se conta aos netos em décadas seguintes. Para a reinauguração do estádio, o Sport Club Internacional preparou um espetáculo recheado de artes cênicas, efeitos visuais e a presença de grandes ídolos do passado e do presente. Cada etapa do show, da música à encenação, rememorava tudo que os torcedores viveram com o time; o sofrimento em cada jogada de temor e o choro copioso aos gritos de gols históricos – inesquecíveis.

Cada esquete era introduzido pela magia dos telões, aonde depoimentos emocionantes e bem-humorados conduziam o espetáculo. O colorado distante do casarão, não importa o número de milhas, se sentiu presente na festa, ao lado de cada ídolo. Impossível foi segurar a emoção. As memórias reverberavam como um projétil em cheio no coração, relembrando os churrascos, reuniões familiares e mesmo as decepções extracampo – todas aquelas ocasiões que precederam os jogos. O orgulho, representado por um constate arrepio, era de cada colorado.

As reproduções técnicas da história da construção do Beira-Rio, até sua inauguração em 1969, propiciaram uma dádiva a parte. O nível artístico da apresentação se vangloria de ineditismo no Rio Grande do Sul. Representado, Dadá Maravilha voou pelo coração do estádio. Falcão declamou um belíssimo poema. Jogadores que deixaram sua marca no campo retornaram para comemorar os conquistados títulos novamente, trazendo à tona os grandes jogos da história. Certamente, uma noite onde céu, terra e mar se pintaram de vermelho.

E com o céu, terra e mar pintados de vermelho, renasce o espírito vencedor do Internacional. Desde 2012 com o estádio em reformas, é notória a opinião dos jogadores mais experientes que o Beira-Rio fez muita falta em temporadas anteriores. Inaugurado, o remodelado casarão vai levar clube e torcida de uma vez por todas ao século XXI, dispondo de tecnologia e fôlego que o fará durar muitos e muitos anos. Trata-se de um ambicioso projeto que atenderá as necessidades do público pagante e do Estado do Rio Grande do Sul.

O show deixou clara a função social do esporte, em especial o futebol. Reduz distâncias, integra pessoas diferentes sob a bandeira da paixão e traz uma satisfação interior indescritível. O amor dos torcedores pelo clube, pelo time, transcende o entendimento científico, e a reinauguração deixou claro este eloquente sentimento, existente tanto na vitória quanto na derrota. “Papai é o maior”; “vamo, vamo, Inter”. Qualquer seja a vinheta escolhida, eu e os milhões espalhados pelo continente de São Pedro só temos uma frase a dizer após a volta do Beira-Rio:

Orgulho de ser colorado!

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