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Porto Alegre: 240 anos Imprimir
Escrito por Gabriel Bocorny Guidotti   
Terça, 27 de Março de 2012 - 16:48

por-do-solEcos ao vento. Do alto da torre de cristal, Deus olhou para a terra e jogou, em um espaço singular, a equação resultante de um povo rico em tradições, forte como um tufão e embasado em um intenso espírito.

O destino de nossa cidade jamais poderia ser errático, pois o que damos e dela recebemos nenhuma ciência explica. Uma sensação indefinível frente à obra do tempo, que supera vidas, mas renova ideias. Porto Alegre é um pouco de tudo isso: uma conjunção perfeita da história, que ensinou os seus indivíduos a amá-la com o mais puro dos sentimentos, livre de pensamentos deletérios, como o que se sente no lar, doce lar.

Quem se privou de conhecer a capital dos gaúchos, não sabe o que é respeito à cultura de verdade. Dizem que nossas ruas são feias e nossos pontos turísticos escassos. Pobres mentes pequenas. É nos detalhes que encontramos o diferencial, como em um jogo de esconde-esconde entre nuvens. Se você não acha o que procura aqui, é porque não olhou direito. É vítima do açodamento febril em um mundo dinâmico que dispensa, por vezes, o bom senso. O sol que nos banha com seus raios quentes reafirma a tese. Quão poucas são as metrópoles quem possuem o privilégio de vê-lo dormir ao horizonte, refletindo sua imponência nas águas agitadas de um belíssimo lago? Nasce no leste e funde-se com o Guaíba no oeste, ofertando um espetáculo à parte a todos que apreciam a simplicidade da natureza.

O folclore popular é ditado pelo aconchego. "Porto Alegre é que tem um jeito legal".

Uma terra de todos os credos, resultante da miscigenação cultural das mais diversas nacionalidades. Dos açores, casais vieram nos povoar. Das ruas, as árvores vêm nos arborizar. Seu clima subtropical úmido é inconstante, mas agradável. A chuva e o soldisputam ferrenhamente o espaço entre as nuvens, jogando o desfecho da batalha sobre seus cidadãos. Aqui é assim, ame-a ou ame-a.

Lá se foram 240 anos. O princípio de tudo - épocas conturbadas - ficou para trás. Hoje respiramos o ar pomposo de suas ruas, que converge o nostálgico em direção ao futuro.

Tudo o que vivemos em Porto Alegre presenciou os mais sublimes amores, pavoneando quimeras ao provar do éter humano. Grita-se ao vento. O Beira-Rio ruge e o Olímpico paira sobre sua imortalidade. Golpes magistrais do destino dividem a nossa cidade e o Estado frente à paixão inabalável. Uma guerra sem fim em dois palcos de glória e conquistas. Em seu sítio, o laçador nos vigia, pronto para descer de sua base, sempre que o dever o chamar inspirado, pilchado e gaúcho.

E neste aniversário, o povo sabe reconhecer seu real valor. Dos pontos mais remotos, Porto Alegre é tudo e mais um pouco. É a capital do continente Farroupilha, "é lá que eu vivo em paz".

Parabéns pelo aniversário, querida casa!

 


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