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Corpos farsescos Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Sexta, 01 de Março de 2013 - 09:41

mangueira-2013Há indivíduos que vivem em um funesto vazio. E da falta de conteúdo se sobressaem oferecendo a polêmica como um prato cheio nas conversas de bar – ou de internet. Devo dizer, é um artifício efetivo em um país que valoriza a bunda mais do que o cérebro. E não somente a bunda, o corpo inteiro é alvo de análises e exibicionismo. Quer melhor exemplo disso? O Carnaval já passou; só ano que vem.

O Carnaval é o show do marketing pessoal. A publicidade, entretanto, é moldada nos corpos farsescos. É engraçado, corpos farsescos são tragicômicos. Farsescos, pois causam risos e escondem a verdadeira feminilidade das mulheres. Sim, é a elas que vou me dirigir, sem medo de ser machista. Elas que nunca estão satisfeitas; elas que mexem em seus templos como se fossem verdadeiras massinhas de modelar; elas!

Não há problema em desejar ficar bonita. É assim desde o início dos tempos! Nossos ancestrais trincaram escudos e moveram uma das maiores guerra do mundo em função de Helena. Helena, entretanto, era feminina; branca como a neve. Seu rosto fora esculpido pelos deuses, enlevando homens, e seu corpo, certamente, não era um "tanquinho" moldado por eternas repetições de abdominais. Ela não precisava disso, pois sabia ser bela como a natureza lhe ensinou a ser.

Helena ficaria envergonhada de nossas festas populares. A mídia trabalha a ideia de um novo conceito de beleza: a mulher bombada, saradona. No Carnaval, os desfiles homenagearam mais a academia e as cirurgias plásticas do que qualquer elemento cultural brasileiro. E algumas ainda fizeram feio. Os traseiros siliconados de Valesca Popozuda e Gracyanne Barbosa começaram a marulhar, quando não deveriam fazer isso! Talvez em 30 anos, ao atingirem o nível do chão, mas não na flor da idade!

As mulheres atuais são musculosas demais! Ou pelo menos as que aparecem com maior frequência em mídias televisivas. Perna torneada é uma coisa; perna de jogador de futebol é outra. Onde está a feminilidade? Não acredito que ela possa ter morrido. Não é errado ser "malhada", mas em minha opinião trata-se de um culto horrível que masculiniza o lindíssimo corpo feminino.

As gordinhas já foram as mulheres mais apreciadas do mundo. Depois vieram as magrinhas. Hoje as saradas tomam seu espaço. Seria um equívoco afirmar que sofrem de um desvario psicológico? As duas primeiras são sua condição natural. Não pode ser natural, contudo, a construção de corpos musculosos como vício – vício frenético. Alguns dizem que academia existe por uma questão de saúde, mas quando vejo pessoas gritando, berrando, sofrendo para atingir a forma perfeita, penso que o fim primevo é um pouco diferente.

Afinal, o que é beleza? Como definir o intrinsecamente subjetivo? Na verdade, façam o que quiserem, não estou aqui para julgar, apenas para opinar. Saibam, entretanto, que a mulher musculosa é feia. Ponto final.

Acesse o site: http://gabrielguidotti.wordpress.com/

 


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