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Esperança para a educação Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Terça, 20 de Agosto de 2013 - 15:35

educacaoNo passado, me contaram, a figura do professor era essencial no processo de formação de profissionais qualificados e conscientes. A figura do mestre ocupava um patamar superior no tocante à sabedoria e era um espelho o qual os alunos desejavam refletir. Entretanto, a educação passou por transformações significativas e a realidade atual não se configura da mesma maneira. Hoje nossos docentes lutam uma batalha diária para conseguir os recursos que lhe resgatem um mínimo da dignidade de outrora.

Pegando como base fenômenos sociais, estamos formando uma geração com sérias deficiências na educação de base. A constatação se revela principalmente nas redes sociais, onde erros crassos de português são facilmente observados. Regras gramaticais elementares, conjugações verbais e atentados à grafia da palavra comandam os murais da grade, misturando-se entre inúmeras fotos demonstrativas de estilos de vida. O resultado? Jovens despreparados, não somente na escrita, mas em diversos outros segmentos.

Já li que isso não é um acaso. A capacidade de pensar e virar um grande profissional poderia criar, no cidadão, um inimigo da política, pois passaria a avaliar melhor em suas escolhas na hora do pleito. Seria por essa razão que a queda na qualidade da educação foi tão acentuada em alguns anos, deixando o povo à mercê remendos do governo – entre outras pautas e projetos ditos “positivos”. No fundo, muitas políticas são apenas paliativas e os problemas se renovam para cada próxima eleição.

As novas tecnologias trouxeram facilidades na mesma proporção que alienaram as pessoas, de modo que muitos jovens, ao invés de estudar, passam incontáveis horas na frente de um computador, despendendo seu tempo em informações inúteis. Conteúdo em rede é apenas uma prospecção para a grande maioria dos usuários, e essa circunstância, somada a um ineficaz sistema de educação, cria um ciclo vicioso que requer grandes investimentos para se ter um destino diverso do previsível.

O mercado de trabalho é implacável e no grande volume de ofertas, muitos terão vidas profissionais frustradas, justamente por não conseguirem focar o que é mais importante em ambiente escolar. A procura, portanto, é baixa e está exigindo, cada vez mais, o capital humano – agentes transformadores por sua capacidade intelectual. Paralelamente, os professores lutam por direitos básicos e condições melhores. Uma combinação perigosa de fatores!

Os alunos e professores de Porto Alegre, Montenegro, Santa Cruz, entre muitas outras cidades merecem a valorização necessária para que a história desse país possa seguir um rumo diverso deste que se avizinha. Por mais que a tecnologia crie personalidades ora descompromissadas, ora irresponsáveis, ela permite auxiliar na formação de pessoas conscientes caso o investimento em educação seja suficiente e cirúrgico. Independentemente da alienação, portanto, cabe aos nossos gestores instaurarem a mudança no presente para que ela seja colhida com louvo no futuro – décadas à frente, se necessário.

O repasse de 75% dos royalties do petróleo para educação é um começo, mas de nada adianta se for mal administrado, com serviços públicos desordenados. A aprovação do projeto na Câmara atende às reivindicações populares que tomaram as ruas do Brasil. O texto, já acolhido pelo Senado, segue agora para a sanção ou veto da presidente Dilma Rousseff que, certamente, não se atreverá a negá-lo. Será o início da mudança que tanto aguardamos? Vamos esperar e ver.

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