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O clima da estação Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Terça, 04 de Fevereiro de 2014 - 08:08

clima

Quando chega janeiro, um grande volume de pessoas opta por sair em férias e aproveitar o calor longe das infernais metrópoles. Os destinos mais apreciados são as praias do litoral gaúcho e catarinense, que enchem de turistas e revelam um desafio à manutenção desta grande massa humana. O clima de relaxamento, entretanto, pode virar ficção, pois o viajante desavisado ainda precisará aturar estresses que não estavam nos planos.

Recentemente estive em Cachoeira do Bom Jesus, praia localizada em Florianópolis. A escolha serviu ao critério do “contrafluxo”, de modo a não precisar disputar ardentemente os espaços na beira do mar. Ao lado, as praias vizinhas não gozavam da mesma calmaria e pereciam sobre a superlotação. A proximidade de cadeiras e guarda-sóis na praia era tão intensa que imagens aéreas mostravam um grande tapete humano ao longo da costa.

No verão, a população do litoral triplica. Supermercados lotam, vagas de estacionamento rareiam e o que era calmaria durante o ano vira agitação. Nesse contexto, quedas de água e luz são recorrentes, pois não há estrutura para suportar tamanho consumo. E estes, acreditem, não são os maiores problemas. O maior problema são as pessoas que se esquecem de um artifício importantíssimo na convivência em sociedade: educação.

Certas perturbações entram na rotina. Adaptar-se ao lixo jogado na praia vira uma necessidade. O som estridente de carros equipados com potentes caixas de som também incomoda, não apenas de dia, mas também a altas horas da madrugada. A bebida, como sempre, é um problema, e indivíduos alterados buscam brigas com o único propósito de anarquizar.

Há também os juramentados “cara de pau” que digladiam ainda mais o instinto de paz no convívio. Certa feita, uma senhora, ao meu lado, levantou-se de sua cadeira de praia e informou ao marido: “Vou ao banheiro”. O que em minha mente seria uma saga na busca de um box químico virou uma simples entrada no mar. Sim, o banheiro da senhora era o mar. Confesso que olhei a cena toda. Ela entrou, suportou a água fria, galgou passos, e penetrou até que as ondas batessem no nível de seu pescoço. E aí, aparentemente, o fluído indesejado começou a sair, pois uma face de satisfação se delineou ao compasso de suas cãs.

Muitas normas da boa convivência são esquecidas no verão e isso contradiz a onda da estação. O momento é de desapego da vida citadina e ser feliz! Mas com educação, de preferência. Mesmo na estrada, onde a fiscalização é mais eficaz, os inevitáveis engarrafamentos geram a abdicação de boas condutas, e motoristas cometem inúmeras imprudências buscando chegar mais rápido à praia. Invariavelmente, acidentes acontecem, e o que era para ser um veraneio de alegria transfigura-se em tragédia.

O verão é a melhor estação do ano, mas para fazê-lo sucesso as pessoas precisam cooperar. Criar bom-senso é um ótimo começo, pois dirime ruídos e ostenta o respeito ao próximo como uma obrigação universal. Você, na praia, repense suas atitudes e procure evitar perturbações desnecessárias. O clima da estação é aproveitar!

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