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Escrito por Gabriel Guidotti   
Sexta, 28 de Fevereiro de 2014 - 17:11

disRecomeça o Carnaval, todos os anos. O feriado mais querido do Brasil está aí para as pessoas desapegarem de suas preocupações diárias e caírem na folia. E os modelos de diversão são variados, passando por festas de arromba, marchinhas – as clássicas – ou, no conforto da casa, fazer as pazes com filmes e séries que a rotina limou da apreciação. A ordem é curtir a data e o mais importante: relaxar.

É natural que, nesta época do ano, praias e cidades turísticas borbulhem de pessoas, seguindo o fluxo dos que anseiam fugir da quente e estressante vida citadina. Estradas superlotam, os preços sobem e vagas de repouso rareiam. Para o bom folião, contudo, não existe tempo ruim; dá-se um jeito e a curtição acontece, de uma forma ou de outra. Há formas, entretanto, inaceitáveis, que imperam sobre o manto da educação. 

Para o bom observador, aquele não contaminado pelo excesso de bebida, a data é um prato cheio à análise de comportamentos. No Carnaval, sempre existem indivíduos mais exaltados, que estragam a festa de pessoas desconhecidas. Outras figuras, com intuitos marcados à anarquia, brigam, agridem, causam confusão! E viram referência negativa nas redes sociais – ou nas delegacias. No meio disso, a calmaria da curtição familiar, embora alguns exemplos que mereceriam ser vedados aos olhos dos filhos. 

Ainda, aspectos de integridade pública merecem ser destacados. Tornar ambientes coletivos em um retumbante banheiro ou transformar qualquer espaço em potencial lixeira é uma afronta ao bom-senso. Cabe às autoridades fazerem uma fiscalização eficaz até mesmo disso: o caráter do cidadão. Aos foliões: não custa fazer aquela forcinha básica para não invadir a individualidade do outro, e mais, a data é tempo de fazer boas memórias, removendo da equação possíveis distúrbios.

Lembro com lamento de uma situação que aconteceu em um Carnaval em Santa Catarina, há alguns anos. Eu e minha família penetrávamos de carro pelo centro da cidade onde estávamos, com o objetivo de chegar ao hotel. No meio do caminho, fomos abordados por uma trupe que disparou spray de espuma dentro do veículo. Em instantes, estávamos tomados, até que o fechamento dos vidros interrompesse o fluxo da agressão. Na ocasião, fomos extremamente pacientes, mas outros, certamente, não gozaram desta condição. Foi um fato que poderia gerar conflitos inimagináveis, estragando o feriado de dezenas de pessoas.

Não entrarei com fervor no mérito da bebida. Embora o tema seja inesgotável, chega uma hora onde cansa falar da imprudência alheia. Pessoas sempre morrerão no Carnaval, ora pelos próprios erros, ora pelos erros de outros. Só resta rezar que entes queridos não façam parte desta lamentável estatística. Se servir de alento, realize o óbvio: se dirigir, não beba, e muito cuidado nas estradas, pois a pressa é inimiga da vida e reduzir a velocidade vira caminho ladrilhado para chegar bem em casa.

Assim, aproveite o Carnaval com responsabilidade. Seja honesto com o próximo e respeite as individualidades, pois nem todos aproveitam a data da mesma forma. Relaxe, acima de tudo, e muito juízo para que festa não se transforme em problema.

Boa folia a todos!

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