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Escrito por Gabriel Guidotti   
Quinta, 13 de Março de 2014 - 12:21

por-3Já se foi o tempo, felizmente, onde a mulher era considerada um ser inferior ao homem. Entretanto, uma carta de direitos pode nada significar quando a cultura de um povo prega essa inferiorização, o que indica a necessidade de reeducar determinados grupos. O Dia das Mulheres passou, mas com ele não podem passar pequenos preconceitos que elas sofrem frequentemente. E não é intriga gratuita, saiba bem disso.

Mulher não é o modelo de avental, cabelos presos bem-tratados e sorriso contagiante que fica à porta de uma casa com cercas brancas esperando o marido chegar de um dia exaustivo de trabalho. Hoje ela é agente do seu próprio destino e, em muitos casos, agrega renda familiar inclusive maior do que a do homem. Embora a presença decisiva na sociedade pós-moderna, pouco se fala a respeito de sua condição, bem como se ignoram preconceitos velados, mas muito presentes.

Quando o homem parte para conquistas amorosas, ele é um garanhão. Quando a mulher faz o mesmo, ela “não se valoriza”. Dois pesos, duas medidas, portanto. Já conheci tristes casos de trabalho, onde empresas deixaram de contratar funcionárias entre 30 e 40 anos por considerarem este o período decisivo de gestação. Tais episódios demonstram alguns gargalos do mercado, motivados pela ganância do lucro e movidos pelo preconceito. Ainda, atos de arrogância masculina em razão de superioridade física, procurando tornar o medo um instrumento impositivo de vontades.

Dizem que as mulheres variam demais de humor. Mas se não fizessem isso, seriam homens! Está aí a graça de conviver com elas, observando suas “características” marcantes. E falo isso seja na TPM, em amores mal resolvidos ou presenciando sua luta diária para vencer em uma sociedade machista. O preconceito existe, é um fato, mas as pessoas preferem não discutir sobre ele. Resta às valorosas de cada dia suportar estes grilhões e enfrentar tentativas de submissão com uma postura digna – igualitária.

As mulheres são nossas mães, esposas e amigas! O respeito precisa ser inerente. E o amadurecimento da inteligência coletiva passa também por isso: colocar em um mesmo patamar todas as classes, cores, raças e gêneros de seres humanos. E quando não for possível, os meios legais estão aí para garantir os direitos previstos na Constituição e nas normativas internacionais de Direitos Humanos. Vivemos na era das liberdades, aquela que não mais condiz com privações de ordem orgânica. Todos são livres!

A data em si, 8 de março, é um marco, uma memória para que as pessoas lembrem que todos os dias são dias da mulher. Não significa que os outros 364 são do homem, como ouvi por aí, uma crítica ao Dia da Mulher. Serve para dar uma flor, elogiar, agradecer o apoio em nossas horas masculinas de infantilidade, de incertezas, e dar glória-aleluia pela existência do sexo oposto, que, acreditem, suporta nossas “características” ainda mais intensamente. Acha fácil aguentar esses bebês-chorões espalhados por aí?

Às mulheres de minha vida, hoje, dias após o Dia, agradeço por tudo que fazem e fizeram por mim. São minhas lindas, minhas chatas e meus motivos de viver!

Parabéns por este 13 de março!

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