Ventos sazonais Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Segunda, 24 de Março de 2014 - 10:19

dilmaAs tendências, nem sempre, geram concretude sobre seus apontamentos. Prevê-se a tempestade, mas ela pode não passar de um insólito chuvisco, que não molha nem o objeto mais desprotegido. Anuncia-se a guerra, terrível e imperiosa, quando tudo se revela a ação desequilibrada de alguns indivíduos, sedentos para misturar violência e ideologia. Trazendo essa comparação para a realidade de 2014 no Brasil, o Brasil de eleições, o processo é semelhante, acredite.

Nesta época, os discursos demagogos – diametralmente opostos às reais mudanças que um governo pode promover em míseros quatro anos – afloram-se sobre a miríade de eleitores interessados. Aquilo que se maquia como verdade pode deixar de ser logo ali na frente, tendo em vista os exemplos citados, assim como muitos outros, presentes na política e na mídia. O maior deles, em ano de eleição, são as pesquisas de intenção de voto, dotadas de poder transformador único. Ou não?

De acordo com a última pesquisa Ibope, Dilma (PT) tem 40% das intenções de voto. Aécio Neves (PSDB) aparece com a preferência de 13% dos pesquisados, e Eduardo Campos (PSB) angariou 6%. Pastor Everaldo (PSC) surge com 3% e o senador Randolfe Rodrigues (PSOL), com 1%. Os demais possíveis candidatos, Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB), não pontuaram. Em outro cenário analisado, que inclui somente o nome de candidatos de maior expressão, Dilma, Aécio e Campos aparecem, respectivamente, com 43%, 15% e 7%. Em ambas as projeções, a presidenta venceria no primeiro turno.

Pelo levantamento, o PT completaria 16 anos no topo em 2018, podendo dar prosseguimento às políticas sociais iniciadas no governo Lula. Serão os números definitivos, entretanto? Com certeza, não. Período pré-eleitoral funciona assim mesmo: os entrevistados respondem ao compasso das muitas indecisões que ainda envolvem o pleito. Embora negue, até Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, poderia concorrer em outubro.

Muitos criticam as pesquisas de opinião por acreditar que elas influenciam o voto e os rumos da democracia. Pode até ser ingenuidade, mas a verdade é outra. A pesquisa é apenas a ponta de um iceberg que envolve meios de comunicação, encontros familiares, conversas de bar e até o futebol de domingo. Analisemos macro: o que não influencia neste mundo? O ser humano é político, inegavelmente. Ele precisa ser erudito, comunicativo e reativo quando o assunto é praticar o exercício da democracia. E ele é tão independente sobre seu voto, que nada impede, nas urnas, um resultado diverso do pregado nas pesquisas.

Qualquer dado, neste momento, sobre o futuro mandatário da nação seria precoce. E qualquer estatística antes dos cálculos finais a serem divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, em 5 de outubro, não passa de mera especulação. As pesquisas não influenciam em nada as eleições, pois temos um povo consciente de suas obrigações que avalia por antecipação a trajetória política e compara as proposta de cada candidato. Pelo menos é de bom alvitre pensar assim.

O Brasil mostrou a veia da mudança nos movimentos populares do primeiro semestre de 2013, mas é em 2014 onde o objetivo do protesto ganha vazão. A revolução de ideias precisa partir das ruas para agregar nas urnas, fazendo do país aquele que todos sonhamos. Este é o ano para avaliar necessidades e colocar a mão no coração patriótico. No pleito, votar com absoluta certeza.

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