Novos amigos Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Domingo, 04 de Maio de 2014 - 23:22

keplerEis que a Nasa confirma a existência de um novo planeta em zona orbital habitável. Trata-se de Kepler 22 – corpo localizado a 600 anos-luz da Terra – no qual pode haver condições para a formação de água em estado líquido. Surpreendente, não? Dentro das limitações tecnológicas do ser humano, me pergunto se já não existe alguma forma de vida não identificada na superfície do planeta.

Foi quando recebi uma carta estarrecedora. A prova de que Kepler 22 apresenta vida inteligente. Leia, a seguir, a mensagem de um kepleriano.

“Saudações terráqueos….

Meu nome é gh87%#)))ga, mas podem me chamar de Bobby. Na transliteração, esse seria meu nome caso tivesse nascido na Terra. Ainda bem que não! Bobby é um nome horroroso! gh87%#)))ga é mais atrativo e agrada as fêmeas keplerianas. Sim, mesmo aqui o amor entre as espécies existe. Aliás, acho que existe em todos os cantos do universo. Consegue pensar em vida sem amor?

Não me imaginem como um ser verde de anteninhas. Esta é uma concepção humana, contaminada pela histórica soberbia. Aqui somos diferentes. Não vemos o outro com um obstáculo. Vemos como um amigo. Não precisamos sair matando para conquistar riqueza e poder. Ela está em nossos corações – temos três. E isso que nem somos tão evoluídos assim. Ok, dispomos da tecnologia para enviar uma carta milhares de anos-luz adiante, mas aqui não há carros! Eles são úteis, não é?

Anatomicamente, sim, as diferenças são gritantes. A média de vida kepleriana é de 200 anos. A jornada é espiritualizada. Aprendam: todo corpo tem alma. Nós tratamos de qualificar a nossa como objetivo final. As repartições Kepler 22, portanto, são simplórias e não existem castas de poder. Há um ministério que comanda a população mundial. Aí, na Terra, isso seria chamado de Comunismo…

Os vales de Kepler 22 são extensos. Aqui não existe consumo de carne. Os indivíduos são cônscios de suas obrigações para com a natureza. A simbiose é constante! Colhemos o que precisamos. Não fomos cegados por bens materiais. Eles valem pouco. Nosso hobby é colecionar amigos. Quanto mais se tem, mais se ascende na escala social. Um amigo é como um grande tesouro, para nós.

Espero que essa carta chegue ao destino. Nós descobrimos a Terra não pela evolução tecnológica, mas pela comunhão espiritual com o universo. Cada kepleriano acompanha a vida de cada ser humano. Às vezes a comunhão é tão forte que conseguimos o contato direto, por meio dos sonhos. Aí somos chamados de anjos, deuses, santos. Não objetivamos a deidade. Queremos apenas passar o que aprendemos. Sem imposições, é claro. Esse intercâmbio é salutar à evolução. Temos muito a conversar.

Quem sabe, um dia, nos veremos. Mal posso esperar”.

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