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A benção de ser mãe Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Domingo, 11 de Maio de 2014 - 21:31

gra1Force a mente. Em suas lembranças mais remotas, sabe aquela pessoa que cuidou de você? Aquela que lhe abraçou e disse que tudo ficaria bem após a passagem da tormenta? A santa compreensiva de todas as incertezas? Mãe. Palavra curta e complexa que serve para representar lexicamente um sentimento transcendental – necessário aos cidadãos de bem. Chegada a data, é a hora de valorizar todas as mulheres que carregaram no ventre o fruto das próximas gerações.

Mãe. Não basta ser mãe, seria simples demais. E elas sabem disso. Mãe que se preze é melhor amigo, pai, advogado, anjo da guarda. É Deus quando a religião perde o carisma. Mãe é tudo isso e mais um pouco. O primeiro grande amor dos homens. A primeira grande mentora das mulheres. Mãe é a primeira morada da humanidade, intrinsecamente protegida por um sentimento onipresente chamado amor.

A primeira morada que protege dos perigos do mundo, afasta as maldades das pessoas e garante a integridade pessoal. É o escol da sociedade, o gênese. Não existe contínuo ou circunstância sem mãe. Em vez de deuses, deveriam erigir templos às reais protetoras. Aquelas que “fazem chorando o que pedimos sorrindo”. Mulheres que ficam acordadas até altas horas da noite para saberem que a cria chegou em segurança em casa. E depois, para ouvir e solucionar todos os problemas.

A mãe é tão importante na formação de cidadãos conscientes que deveria ser medida em ouro. É obrigação mundana aquilatar suas virtudes, reverberando seus ensinamentos. Mas uma correção precisa ser feita. Mãe não é somente aquela que une laços sanguíneos. Trata-se de um sentimento, um estado da alma. Um espírito reluzente capaz de amar mesmo quem não tenha sido provido pela hereditariedade.

Existem diferentes tipos de mãe. Há, necessário lembrar, corpos progenitores que não se insuflam da condição materna. Jogam indivíduos no mundo, aumentam as massas de marginalizados – sem amor. Elas não estão ou não estavam preparadas, mas um equívoco fomentou o crescimento de uma criança mesmo assim. Não são mães. São, no máximo, meninas irresponsáveis, desprovidas de conhecimento e educação. Um ultraje e uma falha do poder público, que não cuida adequadamente das pessoas.

Os tempos escuros que abatem um filho nunca aplacam a motivação das mães em estar ao lado, incentivando a cavalgada rumo a um caminho retilíneo – para frente. E vale o sacrifício. Ser mãe é dar a luz a uma continuidade, uma parte de si. É amar um “projeto de gente” que repercutirá suas características, suas orientações, e que será amado autenticamente, dentro de uma pureza imanente. Ser mãe é deveras especial.

Mulheres anônimas importantíssimas, fundamentais nos grupos familiares. Ser mãe é ser sempre lembrada, viver múltiplas vidas – proporcionais ao número de filhos. Um coração que se divide entre muitos e abarca pessoas ilimitadamente. O amor de mãe não tem cor, raça, credo ou classe social. É homogêneo e não faz diferenciações. Nesta data, fica a homenagem às super-heroínas do cotidiano. Obrigado a todas pelo carinho e pela perseverança em tornar as pessoas indivíduos de bem. Parabéns pelo dia.

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