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Escrito por Gabriel Guidotti   
Quinta, 03 de Julho de 2014 - 17:11

cam251Não era tão ruim! Constatação surpreendente, não? Embora parte da imprensa brasileira tenha feito questão de cuspir na Copa do Mundo 2014, o país deu uma resposta à altura: há, sim, condições de sediar grandes eventos. E o sucesso do Mundial está atrelado a uma força conjunta, maquinada no esforço e na simpatia com que se recebeu os estrangeiros na terra do verde e amarelo.

Um turista indignado veio a público se manifestar. Se o Brasil tem problemas, também tem soluções.

“A ideia que levei ao Brasil era a seguinte: ´tente voltar vivo´. Exagero da parte de muitos jornalistas, nacionais e estrangeiros, que divulgaram uma série de informações desconfiadas a respeito do país. A experiência reflete a perfeição. Somente indo à Copa do Mundo 2014 para descobrir se a reputação era autêntica. Até agora, afirmo-lhes inequivocamente, estou vivendo o melhor período da minha vida.

Comprei meu ingresso meses antes, esperando regozijar de um verdadeiro espetáculo futebolístico. Há muitas competições, mas a Copa do Mundo não tem igual. A magia do Mundial é incomparável. A cada nova edição, jogadores ascendem. Outros se despedem. Seleções menos expressivas – na raça, vontade e superação – vendem caro a classificação aos países de tradição no futebol.

Fora do campo, o gol é de placa. Não tem bola na rede, mas há bom trato. A receptividade é elogiável. Senti-me em casa desde o primeiro dia. Comprei um xis cujo sabor era exuberante, tropicalmente delicioso. Após, passei mal, mas não pela qualidade da iguaria, e sim pelo tamanho! Trata-se de uma circunferência deleitosa recheada com os melhores condimentos encontrados no planeta. Foi como descobrir uma rota alternativa às Índias, em 1500.

Andar pelas ruas do Brasil é presenciar uma grande convergência de raças, cores e camisas. Inegavelmente, o esporte no país é violento. Nos estádios da Copa, contudo, as torcidas convivem bem, ocupando, inclusive, espaços justapostos em relação ao campo. E os registros de desentendimentos são pequenos. No máximo algum ato truculento motivado por alegria excessiva ou tristeza deprimente. O futebol é assim.

Uma aula de civilidade para uma civilização – sem redundância – constantemente ameaçada por uma nova guerra. A paz deveria estar implícita, mas necessita uma Copa do Mundo para se consagrar. Não quero pensar nos dias que faltam para eu deixar o Brasil. A atmosfera no ar é doce, incentivada pelo entretenimento e pela tolerância entre os povos. Ao término do evento, a expectativa se renova para os próximos quatro anos, mas as vivências na Copa viram uma saudosa memória.

Curioso para saber de onde vim? Fui aos jogos, provei da gastronomia local, interagi com pessoas diferentes de mim. Estou orgulhoso por ter compartilhado da Copa. Sou da Alemanha, e da Argentina. Nasci na Argélia, mas cresci conforme os costumes coreanos. Identifico-me com os Estados Unidos e com a cultura croata.

Meu nome é planeta Terra. Em 2014, meu mundo chama-se Brasil!”.

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