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Copa e política Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Quinta, 03 de Julho de 2014 - 17:14

montagem-materiaA Copa do Mundo está acontecendo em solo nacional. Embora distantes dos holofotes, engana-se quem pensa que as oligarquias partidárias estão em compasso de espera, aguardando o término do grande evento esportivo para iniciarem seus estratagemas eleitorais – e eleitoreiros. Siglas já estão atentas, batendo na situação, criticando a oposição, enquanto outras ficam no meio do caminho, sugerindo-se como uma alternativa à polarização ideológica do país.

O Mundial é um peixe grande o qual todos querem um pedaço, para se regozijar ou criticar efusivamente. A política passa a bola conforme o ritmo da opinião pública, que, se o Brasil perder a Copa, não demorará muito para esquecer o esforço dentro do campo, e retomará insistentemente os aspectos deficitários do país, como educação e saúde. Lembrando que o Mundial termina em 13 de julho. Enquanto isso, os discursos vazios de um futuro brilhante e acolhedor já estão sendo produzidos dentro dos gabinetes – por um estafe grande de pessoas que trabalham em torno das eleições.

Antes do apito final da Copa, será dado o primeiro toque de um confuso processo de confecção de imagens, transladado entre informações que se chocam, conforme o interesse em questão. Pleiteantes às eleições marcadas para 5 de outubro de 2014, aos cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e distrital poderão iniciar a campanha eleitoral a partir de 6 de julho – dia seguinte ao término do prazo de registro de candidatos. Propaganda verificada antes desta data estará sujeita a punição por crime eleitoral.

Dito isso, a mais recente pesquisa Datafolha encomendada pelo Jornal Folha de São Paulo implica em crescimento de Dilma Rousseff, do PT. A presidente – e candidata à reeleição – evoluiu de 34% para 38%. Aécio Neves, do PSDB, variou de 19% para 20%, e Eduardo Campos, do PSB, oscilou de 7% para 9%. O candidato do PSC, Pastor Everaldo, mantém os 4% de intenções do voto; José Maria (PSTU), 2%; Eduardo Jorge (PV), Mauro Lasi (PCB) e Luciana Genro (PSOL) registraram 1%. Os outros presidenciáveis não chegaram a pontuar. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos.

As oscilações dos levantamentos realizados nos últimos meses mostram um eleitorado confuso, que não consegue delimitar as ideologias das coligações. As “junções” partidárias são muitas, maquinadas, inequivocamente, sobre a contagem de votos dos candidatos em eleições passadas. Abrindo-se o período da propaganda, espera-se que as propostas dirimam essas dúvidas, oferecendo alternativas viáveis para o tão sonhado “processo de mudança do país”.

A Copa do Mundo abre precedente, aumenta a autoestima do cidadão. Segundo o Datafolha, a proporção de eleitores favoráveis ao evento subiu de 51% para 63% em um mês, sendo que orgulho da população em relação ao Mundial passou de 45% para 60% no mesmo período. Esses fatores parecem ter alavancado as intenções de voto na atual presidente. Em favor de Dilma pesa o fato de o Brasil ter feito um bom trabalho, dando exemplo, inclusive.

Quatro anos não mudam a vida de ninguém, mas podem começar um projeto que beneficiará o povo, gradativamente, nas décadas vindouras. No meio da goleira chamada “eleições”, portanto, reside o eleitorado, que deverá defender a bola da demagogia e balançar as redes da democracia. O apito inicial vai ser dado, resta saber quem vai fazer as melhores jogadas. Em outubro, troque os pés pelas mãos: o gol acontece nas urnas.

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