banner multi
Capa Memória Colunistas Cronicando Educação em rede
Educação em rede Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Terça, 22 de Julho de 2014 - 18:53


thumbsDizem que a educação é a mola-mestra que impulsiona o crescimento de um país. Dizem certo. Permitir o acesso ao ensino é formar os médicos que salvarão vidas amanhã; é estimular jornalistas a divulgarem informações corretas e objetivas; é influenciar novas personalidades da paragem pública a agir com ética em todos os aspectos de sua vida. A educação, entretanto, precisa caminhar lado a lado com as novas tecnologias, caso contrário não atingiria seu fundamental propósito.

Pensando nisso, recente pesquisa nomeada “Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação”, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, indica que o percentual de professores de escolas públicas que utilizaram a internet durante as aulas em 2013 foi 46%. O número representa crescimento de 10% em relação a 2012. Entre os recursos educacionais mais usados pelos docentes, estão imagens, figuras, ilustrações ou fotos (84%), textos (83%), questões de prova (73%), vídeos (74%), jogos (42%), apresentações prontas (41%) e programas e softwares educacionais (39%).

O levantamento revelou também que a velocidade de conexão com a internet é menor nas instituições públicas do que nas particulares: 43% destas dispõem de internet com velocidade entre 5 e 10 mega. De outra via, entre as instituições públicas, 52% contam com conexão a internet de até 2 mega. A coleta de dados ocorreu entre setembro e dezembro do ano passado, abrangendo 994 escolas de todo o país. Foram entrevistados 939 diretores de escolas, 870 coordenadores pedagógicos, 1.987 professores e 9.657 alunos.

Os números são animadores, embora escancarem a diferença entre escolas públicas e privadas. Ainda assim, a utilização de novos recursos em sala de aula é um salutar estímulo para que estudantes reverberem ferramentas digitais em seu dia a dia. O acesso à internet pavimenta o caminho em direção ao competitivo mercado de trabalho, que, no momento da contratação, avalia com bastante interesse conhecimentos básicos em rede, principalmente a capacidade dos candidatos em manusear sites e programas.

Quando bem utilizada, a internet constitui-se em um universo capaz de reduzir diferenças, aumentando as chances de jovens menos favorecidos na ingrata competição promovida por um país de contrastes. Em uma sociedade digital, conectividade é a palavra-chave, e o acesso é uma medida que reforça o ensino – facilitando novas estratégias pedagógicas que qualifiquem estudantes. No Brasil, a educação segue como uma área incipiente, vítima da ausência de planos ambiciosos que planejem décadas adiante. Não há política afirmativa – ou reparatória – que substitua a qualidade do aprendizado nos anos iniciais de vida. É ali onde, muito além do conhecimento, se formará o caráter do cidadão, e, inevitavelmente, o futuro que aguarda a nação.

As ferramentas da web constituem recurso essencial neste mundo pós-moderno, e as oportunidades se manifestam a quem está conectado. O crescimento do acesso à rede é um alento, mas trata-se apenas de um indicativo. Muitas escolas espraiadas pelo país sequer sabem o que é um computador. E são nessas onde o foco deve permanecer. Tomara, um dia, todos os brasileiros possam participar das benesses que a internet provê. A busca pela igualdade passa também por aí.

Visite também o blog do aluno: http://gabrielguidotti.wordpress.com/

 


Notícias relacionadas


Expediente

Mapa do Site :: Portal Universo IPA - 1º lugar na Intercom Nacional de 2008 :: Expediente
Creative Commons © 2005-2013 :: AJor - Agência Experimental de Jornalismo IPA