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O trânsito em Porto Alegre Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Segunda, 04 de Agosto de 2014 - 13:57

cen1Andar de carro em Porto Alegre tem se mostrado atividade bastante cansativa. E pouco importa o horário, sempre há variações de considerável movimento. Os culpados pela situação? Todos! Não há rua que sustente tamanho volume de rodas e metal coexistindo. O sistema carrocentrista já se mostra, há muitos anos, incipiente, e as obras de mobilidade urbana não conseguem absorver a enorme gama de veículos que trafega pelas vias da cidade.

Os novos projetos viários são uma salutar tentativa, mas ineficazes: o problema sempre será o excesso de carros, motos, entre outros. Porto Alegre está chegando a um nível caótico, semelhante a outras capitais do país, que já vivem situação ainda mais degradante em termos de trânsito. Usar a segunda marcha, por exemplo, vira uma lenda debochada. Metros viram jardas, e os sinais vermelhos… bem, na hora do “rush” eles parecem acender mais rápido do que de costume. É por isso que tantos condutores perdem o autocontrole e se arriscam, trancando cruzamentos e gerando mais e mais confusão.

As pessoas estão perdendo tempo. Em consequência, as pessoas estão perdendo qualidade de vida. Horas ceifadas no trânsito afastam bons momentos que o cidadão poderia passar com a família, ou mesmo sozinho em casa, após um extenuante dia de trabalho. E o cansaço, o estresse, são máculas de nosso tempo. É preciso dar condições para que o trabalhador chegue ao lar com um mínimo de qualidade e conforto! Ao final da jornada, paz e repouso são tudo que o espírito precisa para se renovar em favor do dia seguinte.

Em 2013, estavam aptos a circular 780.551 veículos na capital. Em 2014, em dados compilados pela Detran/RS até junho, já são 792.854. Há quase um veículo por pessoa. Carros nascem mais rápido que seres humanos! E o comércio anda estimulado pela redução de impostos. Facilitar a compra tem causado um grande alvoroço pelas ruas de Porto Alegre. Neste ponto, aparecem casos crassos de falta de educação, onde o “jeitinho” prevalece como formar de sobrepujar as leis de trânsito.

Transporte público é a solução, bem como flexibilidade de horários de trabalho para evitar períodos de congestionamento. Esta negociata com as chefias é imperativo moral, buscando o conforto dos empregados e a otimização da produção. Ainda assim, é unanimidade: quantos carros você viu passar com apenas o motorista dentro? Centenas? Milhares? Prática que engrossa as vias e reduz os poucos espaços desta metrópole cosmopolita em que vivemos. Que tal uma carona? “Rachar” a gasolina é uma alternativa. Vamos povoar os veículos com pessoas, reduzindo engarrafamentos.

Se valer a dica, tenha um carro para chamar de seu. É uma conquista, um meio de conforto e praticidade. Mas para ser utilizado nos finais de semana. De segunda a sexta, vá de ônibus ou lotação! Como referido, transporte coletivo é a solução que aliviará a cidade do movimento enlouquecedor nos horários de pico. Remova a ostensiva aura escura formada a partir da fumaça dispensada pelos canos de descarga. De quebra, ajude o meio ambiente e economize no salgado preço da gasolina.

Porto Alegre agradece.

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