Vitória do PT Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Quarta, 29 de Outubro de 2014 - 18:36

EVARISTO SA-AFP-AFPO povo brasileiro chancelou, pela quarta vez seguida, o projeto de governo perpetrado pelo PT. Dilma Rousseff, candidata à reeleição no pleito de 2014, conquistou mais um mandato, estendendo a predominância de seu partido no poder por mais quatro anos – dezesseis consecutivos. O que esperar daqui para frente? Acima de tudo, muito trabalho para conter temas basilares como o avanço da inflação e a corrupção em instituições públicas.

Naturalmente, prevê-se o prosseguimento aos eficientes programas sociais do PT, que retiraram milhões de pessoas da margem da pobreza e possibilitaram a outros milhões empreender e acessar o nível superior. Há muitos méritos no atual governo, especialmente no que tange a preocupação com as classes menos favorecidas. A maioria determinou que deseja a continuidade deste projeto.

Depois deste violento processo eleitoral, cumpre à Dilma unificar o Brasil. Além de abrir o diálogo com as siglas, o próximo mandato do PT deverá apurar as feridas deste pleito, buscando civilizar as relações políticas. O primeiro passo é reconhecer os próprios erros do partido, que vulgarizou a concorrência e atacou impiedosamente os candidatos que demonstrassem crescimento nas pesquisas. Dilma ganhou, contudo também fez jogo sujo. Isso faz parte. É uma prática execrável, mas faz parte.

Em nível de propostas, o governo deverá reciclar algumas de suas convicções. Dilma terá a obrigação de nomear um nome poderoso ao Ministério da Fazenda, a fim de atenuar a crise econômica que vive o Brasil, especialmente no que toca a inflação. Além disso, conforme explicitou nos debates, a presidenta deverá colocar em prática as medidas severas que seu plano prevê contra a corrupção. O escândalo da Petrobrás foi a gota que transbordou o balde e, a bem da verdade, por pouco não custou a reeleição.

Cabe também um agradecimento aos rivais, especialmente ao concorrente no segundo turno, Aécio Neves. Embora a agressividade nos debates, os dois partidos constituem os pilares do Brasil pós-democrático. Um estabilizou a moeda e expandiu a economia; o outro trouxe mais igualdade social. Nesse entremeio, espera-se altivez dos vencedores e grandeza dos vencidos. PT e PSDB protagonizaram a maior disputa de nossa história. Em nível nacional, são os dois maiores, inequivocamente. Que tal o diálogo? Mal não vai fazer.

Nesse contexto, a oposição ao governo sai fortalecida deste pleito, apesar da derrota. O PSDB conquistou margem expressiva de votos, como há muito não se via em sede presidencial. Em 2018, caso Dilma não consiga corrigir as mazelas de sua gestão, os tucanos virão com força ainda maior, podendo retomar o Planalto. Enquanto isso, que o Brasil possa selar, mesmo que provisoriamente, a paz. Ela foi abandonada nos últimos meses em razão das contendas eleitorais. A unificação se constrói, mas a civilidade é uma obrigação. A eleição terminou, que tal construirmos um novo país juntos? Agora não é por um partido, é por todos nós.

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