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Gestos de convivência Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Segunda, 12 de Janeiro de 2015 - 22:59

pr8Janeiro e fevereiro do Ano-Novo; é natural que as pessoas se dirijam ao litoral para curtir merecidas férias. O clima oceânico, apoiado pela brisa que só as praias podem oferecer, se apresenta como uma alternativa de relaxamento e bem-estar. Entretanto, em muitas ocasiões, aquilo que era para ser um período sabático se transforma em estresse atrás de estresse. Está faltando um pouquinho de paciência e compreensão por parte dos veranistas.

Inequivocamente, o litoral não possui a mesma estrutura das metrópoles. Em diversos aspectos deixa a desejar, aliás. Falta luz, falta água. Os supermercados não conseguem repor rapidamente alguns produtos – que simplesmente somem das prateleiras. Ainda, as filas são gigantes. No bolso, a dor é pungente. Aproveitando o movimento, empresários aumentam os preços radicalmente, sobretudo nos quiosques à beira-mar, que não perdem a oportunidade de fazer ali a poupança do ano. Dica: neste veraneio, evite o camarão.

Na cidade grande, já é difícil suportar a generalizada falta de educação. Na praia, as formas de arranhar a convivência social se modificam, se adaptam. De madrugada, por exemplo, festeiros ligam o som em alto volume, nos carros e nas casas, atormentando famílias que não compartilham o mesmo interesse. Ademais, as areias viram receptáculo da sujeira, como se o mar fosse um caminhão líquido que leva o lixo embora. Às vezes leva de fato, o que constitui um atentado à natureza.

As pessoas, movidas pelos próprios instintos de satisfação, estão afrontando a civilidade, ao que tudo indica. O ambiente público é de todos e deve permanecer incólume, favorecendo o convívio. Interagir com diferentes, tendo por base o respeito e a cordialidade, é fundamental. Basta um pouquinho de esforço e bom-senso. Espera-se que todos os veranistas tenham condição de assim proceder. De outro modo, a praia perderia seu glamour.

O verão está apenas começando. Aproveite o clima para desopilar as ideias, ignorar a corrida selvagem que caracteriza as cidades. Na praia, suportar o tamanho das filas – ou se agendar para evitá-las – ajudar a manter as areias limpas e abdicar em favor do próximo fazem um veraneio melhor, com mais qualidade de vida. Você se beneficiará com isso; todos se beneficiarão conjuntamente. Recado dado, desfrute ao máximo! É hora de relaxar. Aos porto-alegrenses, aproveite ao máximo duas vezes. Retornar para esse calor infernal… ninguém merece.

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