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O Congresso nas mãos do PMDB Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Segunda, 02 de Fevereiro de 2015 - 12:18

gnews senado 20150201165108Após o fim do ano eleitoral, é natural que haja expectativa no Congresso Nacional para a eleição interna, isto é, o veredito sobre quem serão os presidentes do sistema bicameral. Aliado do PT desde 2010, quando Dilma Rousseff e Michel Temer fizeram uma chapa arrebatadora, o PMDB sagrou-se vencedor nas duas casas. Na Câmara, Eduardo Cunha (PMDB – RJ) comandará os trabalhos. No Senado, o polêmico Renan Calheiros (PMDB – AL) manteve sua posição pela quarta vez. O mandato dos dois é válido para o biênio 2015 – 2016.

Renan, com seu sorriso discreto, por vezes irônico, confirmou a tendência da reeleição. Apesar da especulação de que esteja envolvido com os escândalos da Petrobras, os ilustres senadores não consideraram essa suspeita argumento suficiente para afastá-lo do cargo. Para especialistas políticos do país, o alagoano é uma figura central no governo de Dilma. Uma personalidade fácil de lidar, além de estar fechado com o governo federal, na saúde e na doença. No plenário, venceu com 49 dos 81 votos válidos contra o candidato Luiz Henrique da Silveira (PMDB – SC).

Após intensa militância televisa e utilização constante dos meios de comunicação de massa, o peemedebista Eduardo Cunha (PMDB-RJ) superou Arlindo Chinaglia (PT-SP) na Câmara. Cunha, apesar de fazer parte da base do governo, é opositor de Dilma dentro de uma viela dissidente de seu partido. A oposição, segundo ele, vai significar uma “não submissão”. Venceu por 267 votos.

A derrota de Arlindo se justifica no desgaste que os petistas vêm sofrendo após sucessivos casos de corrupção. Para o PMDB, o controle das duas casas é fundamental aos planos vislumbrados em 2018. A sigla, atenta ao que acontece no Planalto, especula o lançamento de um presidenciável – algo que não faz desde 1994, quando Orestes Quércia concorreu. O trabalho será árduo, especialmente na contenção das rusgas que acometeram as fundações da bancada federal. Em 2014, a presidência da sigla apoiou Dilma. Inúmeros parlamentares, contudo, fizeram sua opção por Aécio.

A instabilidade do sistema político brasileiro é sentida de longe. As tensões aumentam a cada ano; a violência ideológica também. Categoricamente, o PT não é mais aquele grupo manso, aprazível e unificado que chegou ao poder em 2002. As desavenças estão dividindo tanto a base do partido quanto a base do governo. Assim sendo, a guerra no Congresso está apenas começando para o segundo mandato de Dilma. Promessa de muitos feridos.

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