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Um ano para a história Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Quinta, 05 de Fevereiro de 2015 - 19:39

cam41No futuro, 2014 repercutirá como uma lembrança histórica sustentada em diferentes acontecimentos de grande importância – e de grande interesse público – para nosso país. Invariavelmente, cada cidadão brasileiro se sentiu envolvido. A forma como a recordação virá, entretanto, é algo pessoal e intransferível, pois o tempo passa, mas a emoção de vivê-lo permanece em nossa memória. Tudo isso para dizer: adeus, ano velho.

A eleição teve inúmeros episódios marcantes. Primeiro, a trágica morte de Eduardo Campos, noticiada com ebulição pelos meios de comunicação. Ali estava escrito um importante capítulo da corrida presidencial. Após, o pleito em si, onde Marina Silva surgiu como uma alternativa viável à rivalidade política que controla o país. A ambientalista, contudo, não resistiu aos ataques dos adversários e pereceu perante a preferência do eleitor por Dilma Rousseff e Aécio Neves. No segundo turno, a petista sagrou-se vitoriosa.

No programas de campanha, a realidade era próspera e gloriosa. O contraponto foi dado pela imprensa, desmentindo contos de fadas compartilhados pelos partidos. O eleitor teve todos os recursos para votar direito, desde que se fixasse em fontes credíveis da informação. Na esteira do desespero pela presidência, fervorosos militantes trataram de usar as redes sociais como canal de sofismas. Muitas sandices circularam pela grande rede.

O eterno debate sobre a lisura de agentes públicos ganhou um novo filme de horror. A corrupção é resultado de atos programados que visam macular o dinheiro que é do povo por direito. No Brasil redemocratizado, a farra parece não ter fim. Primeiro veio o Mensalão, que demonstrou a opulência imoral das relações de poder. Em 2014, desnudou-se o caso da Petrobras, um escândalo cujas cifras ultrapassam a casa dos bilhões. O Ano-Novo já nos deve muitas respostas.

Longe da política – mas com respingos nela – a Copa do Mundo aconteceu novamente em solo nacional. E foi um sucesso. Por todo o país, matérias sobre o grande evento esportivo não faltaram. Os assuntos variaram entre curiosidades, costumes, relacionamentos e a paixão global que envolve o futebol. Para quebrar o clima de festa, todavia, o jornalismo precisou noticiar a inesquecível goleada sofrida contra a Alemanha – 7 x 1 – que superou, de longe, a derrota na Copa de 50. Tristeza e incredulidade do Oiapoque ao Chuí.

A tragédia do campo sucedeu outra, ocorrida fora dele. Em um acidente de helicóptero, o eterno ídolo colorado Fernandão, capitão dos principais títulos do Internacional, faleceu. A comoção uniu azuis e vermelhos num compasso belíssimo de humanidade. O Brasil chorou também com o caso do menino Bernardo, assassinado pela madrasta ao arrepio do próprio pai. Destarte, nem tudo foi ruim. Sobrou espaço para um momento milenar. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a reabertura das relações diplomáticas com Cuba. O fim do último entrave entre capitalistas e comunistas. Em 2014, a Guerra Fria acabou.

As lembranças viram história; a história vira conhecimento. A humanidade é dinâmica o suficiente para proporcionar todo tipo de fato, positivo ou negativo. O aprendizado na vida minoriza o erro. Olhe para o passado de 2014 com o olhar crítico do futuro. O que podemos melhorar, coletivamente? O que você pode melhorar, individualmente? Portanto, que venha 2015 – espera-se que recheado de grandes acontecimentos – para alegrar nossas vidas. Feliz Ano-Novo!

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