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Despedidas e renovações Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Terça, 10 de Fevereiro de 2015 - 21:01

dilma twtNa política, o fim de mandato sempre carrega certa carga de melancolia. Os políticos que se despedem fazem discursos apaixonados, valorizando seus méritos e reconhecendo seus deméritos; os políticos reeleitos, por sua vez, não demonstram a mesma autenticidade, afinal, permanecem sendo situação neste vale-tudo ideológico que se tornou o Brasil em 2014. Na última quinta (18), Dilma discursou na esteira do nacionalismo. A ocasião era mais do que especial para ela: do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu a diplomação relativa à sua vitória no pleito deste ano.

No mesmo dia, uma polêmica rapidamente contida. O que parecia estar se desenhando como um terceiro turno eleitoral foi cancelado. O PSDB tentou impedir a solenidade no TSE ao protocolar pedido de cassação de registro da candidatura da atual presidente, em favorecimento ao segundo colocado nas eleições, Aécio Neves. O argumento do partido articulou-se na tese de que as campanhas do PT teriam sido financiadas com dinheiro de corrupção na Petrobras, o que tornaria a petista “ilegítima”.

Em um documento laborioso, de 54 páginas, os tucanos citaram casos de utilização da máquina administrativa e abuso do poder econômico que teriam sido cometidos pela presidente na corrida pelo cargo mais importante do país. Segundo o advogado da sigla, José Eduardo Alckmin, os envolvidos no esquema investigado pela Operação Lava-Jato revelaram que as campanhas do PT utilizaram recursos subtraídos da empresa.

O presidente do TSE, contudo, rechaçou a bala de prata do PSDB. Dias Toffoli declarou que “as eleições de 2014, para o Poder Judiciário, são uma página virada. Não haverá terceiro turno na Justiça Eleitoral”. Do Planalto, portanto, a presidente só sai daqui a quatro primaveras ou se comprovado, como adorariam os adversários, o seu envolvimento no escarcéu na estatal petrolífera. É de se suspeitar que essa epopeia da polarização não termina por aqui. Nos próximos anos, os ataques prometem ser ainda mais vorazes, de parte a parte.

Destarte, é preciso analisar os fatos. E o fato é que Dilma será a nossa mandatária para o próximo quadriênio. A ela caberá uma gestão satisfatória, com vistas no crescimento econômico e na estabilização da situação financeira do país. E, sobretudo, que os escândalos cessem, dando vazão à nova lei anticorrupção. Caso contrário, 2018 se encaminha como um ano nada animador para o PT.

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