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Os responsáveis pela corrupção Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Terça, 10 de Fevereiro de 2015 - 21:09

petrobras4A corrupção é resultado de atos programados de agentes públicos e privados que visam, normalmente, enriquecer com o dinheiro que é do povo por direito. No Brasil redemocratizado, a farra parece não ter fim. Primeiro veio o Mensalão, que demonstrou a opulência imoral das relações políticas. Após, surge o caso da Petrobras, um escândalo cujas cifras ultrapassam a casa dos bilhões. Chegará o dia onde práticas desprezíveis como essas terão um fim? Isso depende da esperança de cada um.

Em acareação realizada na CPI Mista do Congresso, o ex-diretor de Abastecimento da estatal petrolífera, Paulo Roberto Costa, foi, como nunca em sua gestão, honesto. Notadamente arrependido por seus atos, ele aumentou o espectro de condenáveis nas investigações, afirmando que muitos políticos sabiam do caso. Indicou também que “o que acontece na Petrobras acontece no Brasil inteiro”. Cabe agora à justiça incriminar os envolvidos, aplicando punição exemplar.

O povo brasileiro, contudo, parece não ver apenas nos agentes da Petrobras toda a culpabilidade pelo escarcéu. Pesquisa Datafolha divulgada recentemente pelo jornal Folha de São Paulo mostra que 43% dos entrevistados julgam que a presidente Dilma Rousseff tem “muita responsabilidade” em relação ao ocorrido. Para 25%, Dilma tem “um pouco” de responsabilidade. Os percentuais somados constituem 68% das opiniões – número significativo. Na avaliação de 20%, nossa mandatária está isenta. Outros 12% não souberam responder. A margem de erro do levantamento é dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O escândalo foi utilizado incessantemente como factoide eleitoral durante a campanha de 2014. Até onde se sabe, Dilma não aparece nas investigações, diferentemente do que afirmaram certos veículos de imprensa, quando sedimentaram o conhecimento do esquema por parte dela e de Lula. A pesquisa pondera outro aspecto: a incipiência com que a presidente e o PT têm combatido a corrupção, afinal, os dois maiores casos já registrados no país aconteceram durante governos do partido.

Após o desfecho do processo, o povo estará seguro de que um crime de tamanha monta jamais voltará a macular a honra do Brasil? A resposta está no descrédito do cidadão com a classe política. As coligações – e as indicações – atendem muito mais a interesses estratégicos do que vertentes ideológicas. E, inúmeras vezes, se corrompem, a fim de manter-se no topo e de garantir vidas abonadas como a maior parte da população jamais terá o prazer. Lamentavelmente, o sistema parece incapaz de se reciclar.

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