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O valor da autoestima Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Terça, 10 de Fevereiro de 2015 - 21:12

20140617102009931100aOs padrões de beleza sempre existiram na história da humanidade. Houve tempo, por exemplo, onde as mulheres rechonchudas dominavam a escala social do desejo, fazendo sucesso entre os homens. A realidade mudou. As tecnologias também mudaram. Hoje em dia, é possível aparentar exatamente do jeito que se quer mediante horas dedicadas à forma física, bem como por meio de uma enxurrada de diferentes cirurgias.

Nesta semana, a modelo Andressa Urach sofreu um revés em sua carreira. Em função de um procedimento estético realizado há cinco anos, ela teve uma infecção que a colocou em risco. O caso acendeu uma importante discussão. Afinal, a beleza é um sentimento de bem-estar ou a preocupação com o corpo virou iminente vício de todos aqueles que desejam ser reconhecidos por uma sociedade?

Especialmente nesta era de redes sociais, onde o conteúdo imagético justifica a participação dos usuários na grande rede, ser belo é cartão de visita. Uma selfie aqui, um filtro de cores para triar as imperfeições do corpo ali; assim segue a aventura humana na web. Se antigamente as gordinhas estavam no topo, hoje em dia gordura é sinônimo de desinteresse, embora não seja impeditivo para nada. O impedimento está no imaginário coletivo, que não é maduro o suficiente suplantar imposições sociais.

A ambição pela beleza é algo presente em muitas mulheres e homens, o que sugere uma espécie de ditadura da imagem. Mas como medir o belo? É algo passível de se colocar em uma equação? Não. Entretanto, os padrões estão muito bem estabelecidos nos dias atuais, com precisão quase matemática. Aliás, a fita métrica é utilizada à profusão em academias, por exemplo. É ali onde se vê a imensidão de músculos, curvas e uma série de exageros os quais as pessoas se submetem. Os exageros também estão presentes nas mesas de cirurgias, onde crianças desejam ser adultos e adultos desejam voltar a ser crianças.

Não se pode, contudo, condenar a busca pela beleza, pois entraríamos em um ciclo vicioso. Lutaríamos contra a própria história. Em suma, as pessoas precisam ser fortes para sustentar aquilo que são; gordas ou magras, altas ou baixas, etc. Todos são perfeitos na medida de suas imperfeições. O belo está na mente e não há preço que pague o valor da autoestima, independentemente da forma física. Gostar de si é motivo de felicidade e afasta a inquietação ocasionada pelo olhar do outro. Do modo que aparentar, seja feliz, portanto. É isso que importa.

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