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Feira da imaginação Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Sexta, 20 de Fevereiro de 2015 - 17:33

10Existem poucos fenômenos deveras democráticos em nosso mundo. Ler é um deles. A leitura não vê cara, coração ou condição financeira; ostenta igualdade a todos. Não existe conhecimento sem leitura – inexistiria civilização sem conhecimento. Os livros, nesse contexto, nos fazem pessoas mais inteligentes e preparadas, mais justas e conscientes. Representam o legado dos nossos amados prisioneiros da palavra grifada.

Nas páginas de um bom enredo, permanecemos em uma eterna interlocução, mesmo com aqueles escritores que já não mais estão entre nós. A Feira do Livro, desse modo, oportuniza o compartilhamento deste universo metafísico e enigmático da cultura, viabilizando aos autores o presente da imortalidade. O contexto de um personagem, de um episódio, de um arco torna-se herança da humanidade.

Ver acontecer, todos os anos, um evento como é a Feira configura um alento ao povo porto-alegrense, que anda atribulado demais pelo ritmo industrial da cidade grande. No dia a dia, a mente corre por relatórios, projetos, peças, etc; sobra pouco tempo para os livros. Sobra pouco tempo para alguns momentos de solidão edificante, a bem da verdade, longe do mundo real. Você e o universo da imaginação ao seu dispor. Há sensação melhor que essa?

Livros, tablets, celulares e notebooks; o formato é o de menos. Se a digitalização vem para ampliar o canal da literatura, então que seja muito bem-vinda. Ainda assim, não há como ignorar o elo que se cria com o manuseio de uma obra. O tato na capa, a leitura da sinopse. O cheiro de papel novinho! Destarte, contanto que no futuro estejam grandes escritores como Moacyr Scliar, Machado de Assis e Érico Veríssimo, não há o que temer. As palavras deles abraçarão o horizonte das próximas gerações, que manterão o hábito da leitura. É isso que importa.

A Feira está acabando. Com ela, fica a expectativa para o ano seguinte, mas, acima de tudo, muitos aprendizados e bons momentos vividos. O castelo de uma pessoa é construído pelo seu conteúdo, não por bens materiais. O homem mais pobre do mundo pode ser o mais rico, desde que leia – desde que leia muito. Ainda dá tempo de fazer novos amigos nesse espaço imaginário. Você e seus personagens trocando impressões de forma interdisciplinar. E depois, em carne e osso, conversando com outros leitores a respeito de seus gostos e anseios. Ler é o melhor que há. Aproveite!

Visite também o blog do aluno: http://gabrielguidotti.wordpress.com/

 


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