2018 é agora Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Sexta, 20 de Fevereiro de 2015 - 17:36

urnaDilma Rousseff não terá vida fácil na presidência nos próximos quatro anos. O resultado das últimas eleições ainda não foi bem digerido pela oposição, que agora se articula para se manter sob os holofotes até 2018. Apesar da derrota, o crescimento do PSDB, capitaneado pelo senador Aécio Neves, abalou os pilares do atual governo. Entre outros temas, a pressão promete ser forte sobre reforma política, inflação e corrupção.

O PT teve grandes conquistas no país, especialmente em políticas que acalantaram a redução da pobreza e das desigualdades sociais. Entretanto, em razão de uma série de fatores, o partido parece estar perdendo sua unidade. Viciou-se no poder. O desgaste gerado pelas campanhas agressivas durante o pleito mostraram certo desespero pela manutenção dos privilégios governamentais. Para se manter no Planalto, a sigla deverá renovar suas estratégias. Uma boa iniciativa seria a reaproximação a bandeiras históricas as quais abandonou.

O primeiro passo será absorver o desmembramento da coalizão. O todo-poderoso PMDB, do vice-presidente Michel temer, especula o lançamento de um presidenciável – algo que não faz desde 1994, quando Orestes Quércia concorreu. Temer sabe que será um trabalho árduo, especialmente pela necessidade de unificar as vertentes do partido. Em 2014, a presidência da sigla apoiou Dilma. Inúmeros parlamentares, contudo, fizeram sua opção por Aécio.

Recorrente nos debates entre os presidenciáveis, a reforma política é resultado dos protestos de junho de 2013. Neste momento, já são quatro iniciativas no Congresso Nacional visando dar vazão à demanda. O principal ponto que permeia todas as propostas é o financiamento de campanha. Há divergência entre os quatro grupos sobre como essa questão se operacionalizaria. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por exemplo, somada a outras 103 entidades representativas, defende que a maior parte dos recursos sejam públicos, limitando verbas privadas e permitindo doações de cidadãos às siglas de sua preferência até o valor de R$ 700.

A discussão em torno do segundo mandato de Dilma passa também pelos nomes que assumirão as pastas. No Ministério da Fazenda, há muita apreensão sobre quem substituirá Guido Mantega. O principal objetivo será reforçar a economia e exonerar o povo brasileiro das altas em itens básicos. Diferentemente do que a presidente pregou nos debates durante a eleição, a inflação não está sobre controle. Trata-se de um grave problema que castiga o contribuinte.

Lula é outro foco constante dos adversários. Os casos de corrupção derrubaram possíveis presidenciáveis do partido. A se confirmar a intenção do ex-presidente em concorrer novamente, os petistas poderão conquistar o quinto mandato de forma triunfal, reelegendo o seu mais expoente representante. De outra via, se Dilma fizer um governo que frustre as expectativas, o PT poderá se encaminhar para sua mais acachapante derrota.

Caberá a atual presidente, portanto, quatro anos satisfatórios, de prosperidade em todas as áreas. O desafio é grande e, embora a oposição esteja fortalecida, o Brasil precisa se unir em torno de um propósito, superando divergências ideológicas. A eleição de 2014 está definida, não há o que questionar. A democracia deu o seu veredito. É a hora de respeitá-lo e seguir em frente.

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