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Escrito por Gabriel Guidotti   
Sexta, 20 de Fevereiro de 2015 - 17:42

brasilO pleito de 2014 chegou ao fim. O eleitorado nacional colocou a mão no coração e decidiu o que considera o melhor para o país. Esta aí a beleza da democracia: fazer história pelo sufrágio universal. Não há satisfação maior que essa, acredite. No livre exercício da cidadania, o povo elegeu o furacão José Ivo Sartori (PMDB) ao Piratini, e Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, para mais quatro anos no Planalto.

O PT completará, em 2018, dezesseis anos consecutivos no poder. Dará prosseguimento aos seus eficientes programas sociais, que retiraram milhões de pessoas da margem da pobreza e possibilitaram a outros milhões empreender e acessar o nível superior. Há muitos méritos no governo atual, especialmente no que tange a preocupação com as classes menos favorecidas. A maioria determinou que deseja a continuidade deste projeto.

Dilma deverá agradecer a seus rivais, especialmente o concorrente no segundo turno, Aécio Neves (PSDB). Embora a agressividade nos debates, os dois partidos constituem os pilares do Brasil pós-democrático. Um estabilizou a moeda e expandiu a economia; o outro trouxe mais igualdade social. Nesse entremeio, espera-se altivez dos vencedores e grandeza dos vencidos. PT e PSDB protagonizaram a maior disputa de nossa história. Em nível nacional, são os dois maiores – inequivocamente.

No certame gaúcho, a vitória foi do PMDB. A sigla aguardou atentamente o entrevero público que se instaurou entre Tarso Genro (PT) e Ana Amélia (PP), contando com o desgaste dos dois. Na hora certa, a campanha de José Ivo Sartori deu o golpe da misericórdia, aparecendo como uma alternativa à polarização no Estado. A virada é ainda mais espetacular, pois o “gringo da colônia” começou a caminhada com apenas 3% das intenções de voto. Pesou em seu favor uma proposta de simplicidade que o uniu aos interesses das massas.

No segundo turno, o PT acusou o peemedebista de despolitizar a eleição. Sartori, como mostrou em seus programas, tem por característica não chancelar compromissos. Ele prefere, antes de sair distribuindo esperanças, avaliar o que pode ser feito dentro do tempo hábil. A partir de agora, o novo governador terá um longo trabalho pela frente, a fim de preencher lacunas que gestões anteriores não conseguiram.

A eleição de 2014 proporcionou acaloradas discussões, tanto na presidência quanto nos governos estaduais. A sordidez dos embates foi por vezes questionada, dado o tamanho volume de críticas e informações desconexas repassadas pelos candidatos. O cerco do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às propagandas agressivas, muito provavelmente, permanecerá como um legado deste pleito. O Legislativo, contudo, não poderá se omitir. As regras que disciplinam a corrida eleitoral precisam ser revisadas.

O trabalho do eleitor está apenas começando. Agora cabe a cada cidadão tornar-se um permanente vigilante de seus eleitos, fiscalizando as políticas as quais os candidatos abraçaram no período de campanha. Vamos torcer que as escolhas de hoje não se tornem uma lembrança ruim no amanhã. Parabéns a você que participou da grande festa. O Estado Democrático de Direito está, uma vez mais, aperfeiçoado com os aprendizados deste pleito. Viva o Rio Grande do Sul; viva o Brasil!

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