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Dilma e Aécio: o primeiro round Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Sexta, 20 de Fevereiro de 2015 - 17:46

dilma ac3a9cioDesmentir, contradizer e sofismar: características que deram a tônica do primeiro debate do segundo turno entre os presidenciáveis, realizado pelo Grupo Bandeirantes na última terça-feira (14). Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) removeram as máscaras dos bem elaborados programas de campanha e se colocaram frente a frente para discutir suas propostas. Em suma, o espaço poderia ter sido mais bem aproveitado. Projetos para o Brasil padeceram às posturas belicosas dos dois candidatos.

O “vale-tudo” oscilou entre máculas passadas atribuídas aos partidos e tentativas de desqualificação dos oponentes. O telespectador deve ter ficado confuso. Com tantas acusações, tantas verdades e inverdades de uma parte a outra, é isso que temos para governar o Brasil? Se este debate fosse o único referencial para a eleição, o povo deveria ostentar seu sentimento patriótico e negar veemente tanto Dilma quanto Aécio. De políticas ineficazes o país já está cheio.

Invariavelmente, os mesmos temas de confrontos anteriores retornaram à pauta. Dilma foi novamente acusada de “falta de comando” e de ser permissiva com a corrupção. Aécio utilizou-se do recente escândalo da Petrobrás como maior exemplo disso. Ainda, a economia vai mal, isso é um fato. A inflação castiga o povo brasileiro. O próximo presidente terá de arcar com um 2015 nada promissor na área.

O tucano, por sua vez, teve outros assuntos para esclarecer. Segundo a atual presidente, o PSDB quebrou o Brasil três vezes, além de supostamente ter governado durante oito anos para os ricos, ignorando as classes mais vulneráveis da população. Pesa contra Aécio também a derrota no primeiro turno em Minas Gerais, Estado onde foi governador e sempre destacou os projetos sociais lá desenvolvidos.

Dado o baixo nível do debate, fica difícil afirmar quem venceu. Aécio, entretanto, soube se posicionar como um candidato de oposição, mas sem deixar de reconhecer os méritos das políticas do PT. Dilma não teve a mesma argúcia. Ela refuta ardilosamente todas as gestões anteriores ao presidente Lula. Ainda, o tucano é uma personalidade mais eloquente com as palavras. Ele toca na ironia com suavidade impressionante e, especialmente em assuntos atinentes à economia, demonstra sua expertise. No segundo turno, portanto, confirma-se o que já se havia visto nos últimos debates do primeiro: Aécio, se mantiver tamanha intensidade, será o novo presidente da República.

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