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Pesquisas eleitorais Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Segunda, 23 de Fevereiro de 2015 - 10:04

pesquisaMuitos criticam as pesquisas eleitorais por acreditar que elas influenciam o voto e os rumos da democracia. A verdade é outra. Analise macro: o mundo sustenta um jogo de influências. O ser humano é político por essência, inegavelmente. Ele precisa ser arguto, comunicativo e reativo quando o assunto é escolher os seus representantes. Destarte, opiniões mudam de uma hora para outra, e nada impede, nas urnas, um resultado diverso do pregado nos levantamentos pré-eleitorais.

Os partidos trabalham com grande interesse em cima das pesquisas. Trata-se da métrica pela qual organizam suas estratégias de campanha. Veja o horário eleitoral gratuito, no rádio e na TV: uma faceta atraente, bem produzida, seja ao som de pianos tristes que retratam a história de indigentes populares, ou jingles-chiclete bastante animados. A propaganda varia conforme a circunstância dos números. Se o candidato estiver atrás no quadro, a postura altera-se, oscilando entre críticas e ataques.

Qualquer dado sobre o futuro mandatário da nação seria precoce. As pesquisas mostram meros indicativos, não há certeza de que irão se confirmar. Caso contrário, a contagem de votos não teria sentido, pois a nação já conheceria os seus vitoriosos. Notadamente, os levantamentos não influenciam em nada as eleições, pois temos um povo consciente de suas obrigações que avalia por antecipação a trajetória política e compara as transformadoras propostas de cada candidato. Pelo menos é de bom alvitre pensar assim.

A pesquisa de intenção de voto, portanto, é apenas a ponta de um iceberg que envolve meios de comunicação, encontros familiares, conversas de bar e até o futebol de domingo. Cumpre a cada um interpretar projetos à sociedade, não tendências políticas. E qualquer estatística antes dos cálculos finais a serem divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, em 5 de outubro, não passa de mera especulação.

Livre de argumentos eleitoreiros, e atendendo ao compromisso democrático, o cidadão brasileiro deve, faltando dias ao pleito, focar os planos de governo. É missão, neste momento, esquadrinhar os argumentos suscitados pelas personalidades que lutam por um mandato na esfera pública, buscando revelar suas reais intenções. O candidato mais adequado, do presidente ao deputado, é você quem decide. Não existe segredo: por meio de trabalho e engajamento, é o povo que transforma. Transforme o país bem.

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