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Dilma encaminha sua reeleição Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Segunda, 23 de Fevereiro de 2015 - 10:06

trioFaltando semanas às eleições de 2014, Dilma Rousseff ganhou novos motivos para sorrir. Sua incisiva campanha contra a candidata Marina Silva (PSB) acalmou a ascensão da ambientalista, suscitando uma tendência de vitória ao PT caso o cenário atual permaneça. Ao se utilizar de armamento pesado no tom dos ataques e trazendo, definitivamente, a presença de Lula para dentro de sua estratégia, a presidenta está conseguindo, gradativamente, desqualificar Marina como alternativa ao cargo máximo da democracia brasileira.

A mais recente pesquisa Datafolha, da Folha de São Paulo, mostra que o crescimento da ex-senadora bateu no teto e agora sofre uma queda: ela consta com tímidos 30%. Dilma, candidata à reeleição, aparece com 37% e lidera as intenções de voto. Aécio (PSDB), após assistir de camarote as inimizades patrocinadas por suas duas rivais, cresceu dois pontos, perfazendo 17%. Entre os “nanicos”, Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV) constam com 1% cada. Os outros cinco candidatos não pontuaram. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O levantamento mostra que, se o pleito fosse hoje, as eleições indicariam segundo turno. Marina teria 46% contra 44% de Dilma – empate técnico, portanto. Na pesquisa anterior, a diferença era de 47% contra 43%, respectivamente, o que indicava um futuro levemente florido ao PSB. Não indica mais. O partido, se quiser ganhar a eleição, terá de reorganizar sua postura de campanha, sob pena de ver a presidência escapulir.

Chegando à reta final, os presidenciáveis tendem a afunilar suas estratégias a fim de amealhar a quantidade necessária de votos para a investidura eletiva. A intensificação da propaganda deve ser seguida, analogamente, por trocas de farpas ainda maiores entre os candidatos, especialmente nos próximos debates. Notadamente, uma disputa que começou sem açúcar, marcada pela velha polarização entre PT e PSDB, ganhou emoção como há muito tempo não se via nesse país.

Dilma, Marina, Aécio ou qualquer outro; o eleitorado não pode ser vítima da guerra verbal que se instaurou. O baixo nível das campanhas afasta o foco do que realmente importa: as propostas. Livre de argumentos eleitoreiros, e atendendo ao compromisso democrático, o cidadão brasileiro deve, neste momento, focar os planos de governo, não os planos de poder. O candidato mais adequado para conduzir o país pelos próximos quatro anos é você quem decide.

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