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Escrito por Gabriel Guidotti   
Segunda, 23 de Fevereiro de 2015 - 10:13

aecio neves dilma rousseff e marina silvaFaltando menos de um mês às eleições de 2014, os presidenciáveis afunilam suas estratégias a fim de amealhar a quantidade necessária de votos para a conquista da Cadeira Nacional. Uma disputa que começou sem açúcar, marcada pela velha polarização entre PT e PSDB, ganhou emoção em razão dos fatos que sobrevieram. Tendo isso em vista, a meteórica ascensão de Marina deixou a civilidade dos adversários de lado, inclinando o estafe dos partidos a promover constantes ataques a ela.

O vídeo, exibido na TV e reproduzido em profusão na web, é irônico e contundente. Em 30 segundos, exibe uma mesa com uma família pronta para fazer uma refeição enquanto que, em outra cena, banqueiros participam de uma reunião. Na medida em que os empresários parecem chegar a um acordo, manifestando sua satisfação, a comida desaparece dos pratos da família. O esquete acontece à medida que um narrador explica, do seu ponto de vista, a proposta de Marina para dar autonomia ao Banco Central (BC).

Na justiça, o PSB tenta obter direito de resposta contra a veiculação. Segundo Marina, a publicidade espelha inverdades, pois suas intenções tem um desfecho diferente do perpetrado pelo vídeo. A ex-senadora explica que a autonomia do BC servirá para manter empregos. “O Banco Central autônomo é para controlar a inflação, é para adquirir credibilidade para o país voltar a crescer e para preservar o emprego”, resumiu em entrevista.

A postura inamistosa, especialmente do PT, se justifica pela elevação de Marina nas intenções de voto. Entretanto, a mais recente pesquisa Datafolha, da Folha de São Paulo, mostra que o crescimento da ambientalista arrefeceu momentaneamente, muito provavelmente em função da mobilização dos adversários. Dilma, candidata à reeleição, aparece com 36% das intenções de voto; Marina reúne 33% da preferência. Aécio, após uma série de quedas, consta com 15%, seguido de Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV) – cada um com 1%. Os outros cinco candidatos não pontuaram. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O tom acusatório dos rivais especula, sobretudo, a condição de Marina em presidir o Brasil. O enfoque dos ataques oscila entre tentativas de desqualificação e severas críticas à suposta falta de convicção da candidata. Nas propagandas eleitorais, ela diz estar vacinada, embora tenha acionado a equipe jurídica para conter o que chamou de “calúnias” contra sua pessoa. Desse modo, entre tapas e beijos, a eloquente disputa pelo mandato presidencial segue seu acirrado curso. Aguardemos os vindouros e decisivos capítulos.

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