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Marketing eleitoral Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Quarta, 25 de Fevereiro de 2015 - 16:22

yeswecanLargos sorrisos mesclados com frases de efeito; retumbantes discursos capazes de extrair lágrimas dos olhos do espectador; participações especiais de correligionários bem-sucedidos do partido. Com grandes equipes de marketing político atuando por trás de todos estes produtos de campanha, é preciso reconhecer: o horário eleitoral gratuito está em fogo máximo. E tende a se acirrar cada vez mais.

O horário, no rádio e na TV, revela uma faceta atraente, bem produzida, seja ao som de pianos tristes que retratam a história de indigentes populares, ou jingles-chiclete bastante animados. Varia conforme a circunstância e a necessidade. Trata-se, a bem da verdade, de um roteiro – antecipado e planejado – para enveredar o seu voto aos caminhos da sigla. A fim de tal propósito, a demagogia é utilizada à profusão.

O povo brasileiro anda descrente com o sistema partidarista – não há nenhuma novidade nisso. Casos recentes de corrupção justificam o pé atrás. Os escândalos estão nos gabinetes de todos os partidos; é só escavar que a sujeira se revela. Em época de eleição, entretanto, o estafe dos políticos procura minimizar tais ocorrências, valorizando conquistas federais, estaduais e municipais e preferindo abster-se da discussão dos fracassos – ou dos crimes cometidos.

O marketing eleitoral vende uma imagem de crescimento, evolução e de um alienável Brasil que “pode mais”. Concebe ideias que vão além do plano de governo, temperadas por altos níveis de radiação interesseira. Um projeto de imagem bem desenvolvido pode se tornar o balizador do resultado nas urnas, principalmente na televisão, onde, pelo recurso da imagem, a seriedade e capacidade do candidato são postas à prova.

A situação fala em ter protegido o “principal”, qual seja, o carisma do povo brasileiro. A oposição, por sua vez, critica oponentes indicando uma “nova política” ou a “falta de comando” do governo atual, apresentando uma ideia de renovação. Propõem novas identidades, remodelam convicções e procuram construir sua credibilidade, mostrando que o país tem o potencial para ser “mais e melhor”.

Há também os meros figurantes, personagens que constam na corrida eleitoral por seu carisma e bom humor. Indivíduos cujas propostas – ou representatividade – não atingem o eleitorado ao ponto de patrocinarem uma reviravolta na disputa. A eleição também se colore deles como acessórios pitorescos, mas não geradores de realidade. No máximo, alguns votos que migrarão a candidatos de mais expressão.

Na hora de optar na urna, é preciso lembrar dos políticos que defendem seus ideais o tempo inteiro, pois fidelidade, de qualquer natureza, é artigo de luxo nos dias atuais. São os candidatos que devem dar o exemplo de seu caráter. E não falo de discursos inflamados que enlevarão um nunca alcançado futuro brilhante e acolhedor. Destaco atitudes reais, físicas e fáticas, que conduzirão o Brasil ao patamar que merece.

Em 2014, o eleitorado deve avaliar propostas, não propaganda. É missão, neste momento, esquadrinhar os argumentos suscitados pelas personalidades que lutam por um mandato na esfera pública, buscando revelar a verdade sobre suas reais intenções. Não existe segredo: por meio de trabalho e engajamento, é o povo que transforma. Transforme o país bem.

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