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Debate entre os presidenciáveis Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Quarta, 25 de Fevereiro de 2015 - 16:25

bancadaQuem acompanhou o primeiro debate entre os presidenciáveis – exibido pela TV Bandeirantes na terça-feira (26) – chegou a uma contundente conclusão: fica difícil entender o Brasil em tempo de campanha. As informações se confundem com as ideologias, e as balizas eleitorais volateiam conforme o ritmo da discussão. Destarte, os candidatos protagonizaram uma troca de farpas onde a truculência verbal foi de mais, e as propostas, de menos. Sobrou para todo mundo, inclusive políticos que já não mais habitam o cenário do poder.

Os três líderes das mais recentes pesquisas – Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) – embalaram o debate com questionamentos capciosos que contemplaram, primordialmente, a tentativa de arrochar as condições dos adversários em governar o Brasil. O resultado foi um vendaval de dados desconexos, variantes conforme o teor da crítica ou o argumento de defesa. Quando a pergunta era incisiva, praticou-se em profusão a arte da demagogia, isto é, conduzir o receptor a uma realidade inverídica – ou não desejada.

Na mesma data do encontro, o Instituto Ibope tratou de influenciar a postura de cada candidato. O último levantamento indicou números surpreendentes, que podem causar uma reviravolta eleitoral histórica: Dilma, candidata à reeleição, aparece com 34% das intenções de voto; Marina, que há algumas semanas figurava com objetivos de vice-presidência, reúne 29% da preferência. Aécio, ocupante do segundo lugar em todas as pesquisas anteriores, consta com 19%, seguido de Pastor Everaldo (PSC) e Luciana Genro (PSOL), com 1% cada um. Os outros seis candidatos somados acumulam 1%. A margem de é erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em um eventual segundo turno entre Dilma e Marina, a ex-senadora teria 45%, e a atual presidente, 36%. Na mesma condição, a candidata à reeleição venceria Aécio por 41% a 35%. Uma simulação entre o tucano e Marina não foi realizada. Outrossim, trata-se de uma projeção que dá emoção ao processo eleitoral, cujas pesquisas anteriores apenas indicavam a mesma polarização – PT e PSDB – que já comanda o Brasil há décadas.

Marina Silva ascende em hora onde seu partido sofre com uma série de turbulências internas. Há setores que lhe negam veementemente, argumentando a reprovação por meio das crenças da candidata, voltadas especialmente para a sustentabilidade dos recursos naturais. Inclusive, o coordenador de campanha de Eduardo Campos, Carlos Siqueira , deixou o pleito, explicando que não teria condições de trabalhar com a candidata.

Pesquisas, debates, propagandas nos veículos de comunicação; este é momento do cidadão ser crítico e ter pensamento crítico. Mas a crítica como condição intelectual, não como veiculação escrachada, tal qual estão promovendo os candidatos. Sem entrar em números, Dilma teve um governo de conquistas e quedas. Marina, se eleita, fará o mesmo, assim como Aécio ou qualquer outro pleiteante ao Planalto. Ninguém é tão desprezível como pintam os adversários. E ninguém chega ao topo sozinho.

Dito isso, que o primeiro debate – carente de propostas objetivas – sirva de alerta. Menos acusações e mais projetos: esse é o caminho. Como optar por um candidato, então? Informação; ir muito além do voto. Para exigir, é necessário escolher bem, ou seja, conhecer o real temperamento de quem se está depositando confiança. Portanto, vote direito! O país precisa de você.

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