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Reviravolta eleitoral Imprimir
Escrito por Gabriel Guidotti   
Quarta, 25 de Fevereiro de 2015 - 16:27

dilma marina e ac3a9cioA morte de Eduardo Campos foi um choque a todo cidadão consciente que acompanha, como compromisso diário, os capítulos que antecedem as eleições de 5 de outubro. Não se passaram horas da tragédia, entretanto, e o estafe de campanha do PSB se obrigou a pensar no inevitável: quem seria o substituto – ou, no caso, a substituta? A resposta ao eleitorado foi confeccionada às pressas e confirmou o que se previa: representando o partido, Marina Silva é a nova candidata à presidência da República. Beto Albuquerque é o vice.

Voltando meses no tempo, cumpre lembrar que a coligação entre Campos e Marina só aconteceu por ela não conseguir formar a “Rede Sustentabilidade”, em função de negativa legal esquadrinhada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Filiar-se a outra sigla foi a alternativa encontrada pela candidata para trazer de volta – ao pleito de 2014 – o interesse evidenciado nas eleições de 2010, onde acumulou mais de 19 milhões de votos.

Apesar das diferenças ideológicas – e do medo de um possível abandono futuro – trata-se da escolha mais correta para o PSB, pois Marina se envolveu desde o início da campanha deste ano, afirmando, inclusive, suas intenções de debate com os setores que a repudiavam. Neste contexto, a imprensa noticiou que o partido solicitaria à candidata a assinatura de uma carta onde assumiria, documentalmente, os compromissos firmados por seu antecessor. A iniciativa visa evitar instabilidades e manter coligações fechadas em cidades-chave para a campanha.

Dito isso, a recente pesquisa Datafolha realizada para o jornal “Folha de São Paulo” avaliou a intenções de voto já sem a presença de Campos. O resultado foi surpreendente e certamente modificará os estratagemas de campanha de Dilma (PT) e Aécio Neves (PSDB) – então líderes das apurações anteriores. A atual presidente aparece com 36% da preferência, seguida de Marina Silva, com 21%, e Aécio, com 20%. O percentual de entrevistados que disseram não saber em quem votar ou que não responderam foi de 14% na mostra anterior – agora se reduziu para 9%. Brancos e nulos eram 13%; se tornaram 8%. Outros candidato aparecem com 5% Dois pontos percentuais, para mais ou para menos, é a margem de erro.

O levantamento mostra que, se o pleito fosse hoje, as eleições não acabariam em 5 de outubro – haveria segundo turno. Dilma teria 36% contra 46% da soma dos demais candidatos. Na pesquisa anterior, a mandatária tinha 36% contra 36% dos concorrentes, o que indicava uma série de incertezas. Incerteza maior, contudo, sentem agora os correligionários do PSBD, que se locupletavam do posicionamento privilegiado de Aécio. Com a ascensão de Marina, o candidato corre o risco de perder as eleições já no primeiro turno, embora os dois estejam em empate técnico.

Há quem diga: a comoção nacional influenciou a pesquisa. O óbito de Eduardo Campos ainda é muito recente, mas, certamente, não é o principal fator que corrobora a ascensão meteórica da candidata. Ela está onde a pesquisa indica por ser uma personalidade nacional mais afamada, inclusive, que seu antecessor. Posto isso, qualquer seja o resultado desta corrida eleitoral, pesa a frase de Campos: “Não vamos desistir do Brasil”. Honrando sua memória, a não desistência passa por perscrutar propostas e avaliar intensamente a trajetória de cada candidato, afirmando o compromisso constitucional de cidadania. Dilma, Marina, Aécio ou qualquer outro: o melhor para o país é você quem decide.

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