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O que mais a FIFA quer? Imprimir
Escrito por Anselmo Cunha   
Sexta, 28 de Outubro de 2011 - 09:44

Copa-2014-PACA oportunidade de o Brasil sediar a Copa do Mundo de Futebol, sem dúvidas, é um marco na história do país. O evento, que nas palavras do ex-presidente Lula, trará o "ingresso do Brasil na sociedade internacional", mostra a evolução de nossa nação ao olhar dos outros países. A FIFA, porém, mesmo após ter aprovado o Brasil como sede da copa de 2014, parece não perceber o quanto evoluímos.

A organizadora do campeonato passou a duvidar, merecidamente, da nossa administração pública quanto ao prazo de conclusão das obras, devido ao desvio de verbas e problemas burocráticos. E isso é só o começo. Preocupada com o luxo dos turistas, a comissão começa a fazer exigências cada vez mais absurdas. Um exemplo disso é o pedido de que a União se responsabilize por qualquer incidente ocorrido com os convidados durante o evento, exigência esta que deixou até a presidente Dilma irritada.

O que fica difícil de entender é: se foram eles que nos escolheram como sede, então, por que querem fazer mudanças em nosso país? Se quiserem nos auxiliar na lutar contra a corrupção, gerada pelas enormes brechas deixadas pela organização da Copa do Mundo, a nação brasileira os receberá de braços abertos. Mas, por enquanto, apenas nos atrapalham.

Entres tantos exemplos de procedimentos ocorridos em outros países que sediaram o evento estão os processos abertos pela FIFA contra empresas que usaram o nome do mundial, sem a sua autorização. Isso aconteceu até mesmo com o Internacional que, após vencer o Mundial de Interclubes, em 2007, colocou uma faixa em seu estádio com a frase: "Campeão do Mundo - FIFA". Ao tomar conhecimento da publicidade, a organizadora do Mundial mandou retirá-lo pela falta de autorização de uso da marca.

E por falar no clube gaúcho, não podemos esquecer da atuação vergonhosa de sua diretoria em relação a Copa das Confederações. O desleixo ao assinar o contrato com a construtora fez o nosso Estado perder o precioso dinheiro que viria de países vizinhos que aqui jogariam. Setores como o turismo, que se preparavam ansiosamente para o evento, terão de esperar pelo Mundial e rezar para que os poucos jogos que aqui serão realizados, apenas cinco, cubram os gastos investidos. Isto é Brasil: burocracia, corrupção e descuido.

 


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