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Escrito por Anselmo Cunha   
Segunda, 09 de Maio de 2011 - 18:17

homo_iconePensei em escrever sobre o casamento real e todo o luxo que contrasta com a pobreza e miséria que assola o mundo. Pensei também em falar sobre a contraditória morte do terrorista Osama Bin Laden, desaparecido há quase dez anos, e que surgiu apenas quando a popularidade do presidente americano em exercício estava em baixa. Mas não, manterei minha prioridade e falarei do nosso país, nosso amado Brasil e suas contraditoriedades quase líricas.

Ontem o Supremo Tribunal Federal (STF) estendeu, por unanimidade, a lei que garante os direitos dos casais heterossexuais, previstos no Código Civil, para os casais de mesmo sexo com relações estáveis. A decisão foi comemorada por comunidades LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), de todo o país, que sempre lutaram por esta causa.

A pergunta que fica no ar é: até que ponto o Estado pode intervir na vida privada de seus cidadãos?

A dita democracia, tão ressaltada em época de eleições, amordaçava a opinião pública dentro de suas casas, tirando os seus direitos. Mas, o Estado, com seu discurso libertário e moderno, finalmente resolveu ouvir o povo e perceber que ninguém perderia com a aprovação da lei. Como disse o ministro Carlos Ayres Britto, relator das ações, "se o projeto for aprovado, os homoafetivos ganham e ninguém perde". Enfim, o STF pensou no cidadão, e não poderia ser diferente afinal, homossexuais também votam.

Este gesto prova que ainda há políticos que trabalham em prol do cidadão. Um bom exemplo disso é o deputado federal Jean Wyllys, que é homossexual e lutou pelos direitos de seus iguais. Sim, o ex-BBB mostrou ser melhor do que muitos de seus colegas políticos e representou todos aqueles que gritavam pelo direito a liberdade à opção sexual.

Mas, não é preciso ir muito longe para achar bons políticos. Aqui mesmo, em Porto Alegre, temos quem representa os usuários do transporte público, por exemplo. Como é o caso da vereadora Fernanda Melchionna, que junto com seu colega de partido, o também vereador Pedro Ruas, nos representou ao instaurar um inquérito junto ao Ministério Público para apurar a legalidade do aumento do valor das passagens no transporte público e garantir que a tarifa seja reduzida ao valor cobrado anteriormente, até que o processo esteja concluído.

Apagados por um grupo de corruptos que sujam o nome da classe, bons políticos estão por aí, e trabalham muito para nos representar. Entretanto, o meu maior pesar é que os desonestos sejam lembrados pelos cidadãos!

 


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