A banda chamada Pão Imprimir
Escrito por Luis Bustamante   
Terça, 15 de Junho de 2010 - 10:32

Bread-bestQuem ouve pela primeira vez Rod Stewart, Olívia Newton-John e Boy George cantarem Everything I Own (Qualquer coisa que eu tenho), cada um com seu estilo recheado de tecnologia, talvez nem imagine que a música é de uma época em que talento era tudo, porque ainda se engatinhava nas inovações tecnológicas. Foi no tempo do vinil.

A banda foi formada em 1968, tocando em bares de Los Angeles, Califórnia, onde já se diferenciava com um estilo musical harmonioso, mais tarde batizado de soft-rock (remember Neil Young, Eagles, Chicago, América, por aí). Os olheiros da Warner/Elektra gostaram tanto que convidaram os carinhas para se tornarem uma banda de estúdio, onde acompanhariam artistas como James Taylor (You're a friend), que se preparava para se revelar ao mundo. Não deu certo. James ficava constrangido com a genialidade dos caras e esses achavam que James lhes ofuscava o brilho. Cantor para um lado, banda para outro, o mundo inteiro agradecido: Bread estourou nas paradas (o primeiro single da banda, "Make It With You", ficou por 26 semanas em primeiro lugar na Billboard, em 1970) e Taylor seguiu, feliz da vida, rumo a uma bem sucedida carreira solo.

O ponto alto da banda era justamente o estilo musical harmonioso, sob o qual produziu belíssimas canções, justamente numa época (início dos anos 70) em que o must eram os berros, as distorções neuróticas e os ritmos frenéticos. Os quatro componentes – David Gates, James Griffin, Robb Royer e Mike Botts – tinham formação clássica e gosto apurado, o que os tornava doidamente exigentes no que faziam. O que não conseguiam no equipamento do estúdio, então em desenvolvimento, cobriam com instrumentais virtuosos e vocais impecáveis.

Um choque de egos entre Gates e Griffin acabou com a banda em 1973, que se reuniu três anos depois para lançar o último trabalho. A faixa título, Lost without your love (no player abaixo), com um certo toque Beatles, fez sucesso, mas não segurou a banda, que voltou a se encontrar em 1996 para alguns shows, os últimos. Somente Gates voltou a dar notícias, um ano depois, quando gravou uma versão da música de sua autoria, Guitar man, com o grupo Roupa Nova (olhaí, mais brasileiros), intitulada De ninguém. Desta vez, em compact-disc, coisa que ele ainda não tinha experimentado.

Ok, e o pão do nome da banda? Griffin e Robb chegaram a discutir pela paternidade do nome, mas nenhum dos quatro informou a origem. Talvez, se encontrados, venham a revelar. Isso se é que tem algum significado importante, coisa muito comum nas denominações de bandas.

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