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Outra lentinha bem sucedida Imprimir
Escrito por Luis Bustamante   
Terça, 10 de Agosto de 2010 - 17:11

Procol-Harum-2Procol Harum é outra daquelas bandas de rock pauleira que apostou a sobrevivência numa balada lentinha e seu deu bem. Seu único hit, "A whiter shade of pale", foi lançando no ano de 1967 na abertura de um concerto do guitarrista Jimmy Hendrix, virou sucesso internacional e uma das músicas mais regravadas de todos os tempos. Densa, dramática e extremamente romântica, a canção projetou a banda britânica de rock progressivo, cujo nome foi inspirado no nome de um gato e, mais tarde, emprestado para batizar um asteroide.

O toque romântico de "A Whiter shade of pale", entretanto, fica só na melodia. A letra é uma típica piração das bandas que, àquela época, ou se empapuçavam de cerveja e uísque ou experimentavam as primeiras viagens alucinógenas. A começar pelo título, traduzido em algo como "um tom mais claro de palidez". Relata o momento em que um sujeito, dançando com uma mulher e bebendo demais começa a ver o teto a girar e o rosto dela transformando-se em um tom mais claro de palidez, seja o que possa ser isso.

Mas tradução e sentido pouco importaram aos milhões de pares enamorados que, rostinhos colados, dançavam e suspiravam ao som de "A whiter shade of pale". Mesmo porque, como acontecia com inúmeros outros sucessos, o sentido original nem contava, tanto que, no Brasil, a música da Procol Harum ganhou versões livres de cantores como Agnaldo Timóteo, Márcio Greyk, Daniel, com letras em nada ver com a composição original. Uma curiosidade: a composição da banda inglesa cita a palavra fandango, referindo-se a uma dança espanhola muito apreciada nos pubs e tavernas – para nós, os alegres bailes de galpão.

A Procol Harum continuou, apesar das diversas mudanças na formação e nenhum sucesso depois daquele de 1967. Permaneceram à frente o band leader do início, Gary Brooker, e Keith Reid, autor do único hit da banda – isso até 1998, quando ambos largaram a Procol e foram viver com os direitos autorais de "A whiter shade of pale". A propósito, o primeiro tecladista do grupo, Matthew Fisher, responsável pelo solo de órgão realizado durante toda a canção, há pouco tempo entrou com processo judicial requerendo parte dos lucros sob a alegação de que seu trabalho foi fundamental. Ficou rico.

Das releituras que "A Whiter Shade of Pale" ganhou ao longo de sua trajetória, destacam-se as de Joe Cocker, de 1978, ainda nos tempos do vinil, e a de Annie Lennox (ex-Eurythmics), que a gravou em 1995, com a tecnologia e o ritmo do CD. Provavelmente, daqui a pouco surge uma nova versão, sabe-se lá em que estilo ou técnica. Por enquanto, vale confrontar as versões de Cocker e Annie com a original.

Joe Cocker

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Annie Lennox

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Procol Harum

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Não use drogas. Diga não a qualquer forma de violência. Se beber, não dirija.

 


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