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Mostra "Ponto Cego" de Miguel Rio Branco proporciona interativade com as obras Imprimir
Escrito por Mateus Ítor Charão   
Terça, 20 de Novembro de 2012 - 08:07

DSC01513Miguel Rio Branco nasceu em 1946 nas Ilhas Canárias, na Espanha, filho de diplomata brasileiro, tem nacionalidade brasileira e francesa. Tendo iniciado com desenho e pintura, em 1965 começou a incorporar fotografias em suas pinturas. Atualmente, vê e vive cada vez mais uma relação integral entre várias formas de expressão que se fundem em um só projeto. Pintura, fotografia, música, árvores, pedras, ferros, vidros, objetos, tudo se interliga, se comunica, se transforma.

 Tudo isso e um pouco mais esteve presente na interessante e criativa exposição "Ponto Cego", exibida no Santander Cultural, em Porto Alegre, de 5 de setembro a 11 de novembro.

A mostra tinha a proposta de explorar a sensibilidade e o lado sensorial de quem a visitou e se envolveu com as imagens, trabalhos de pintura, desenhos, objetos, instalações, filmes, vídeos e livros, totalizando 110 obras, produzidas entre 1986 e 2012, que ocuparam os dois pisos do espaço cultural.
Dentre os visitantes da exposição, os alunos da professora Rossana Della Costa, do Centro Universitário Metodista do IPA, de Porto Alegre, tiveram o privilégio de estar em contato com as obras e apreciar o talento do artista brasileiro.

Durante a visita à exposição, o grupo do IPA foi acompanhado pelos guias e orientadores Cláudia Hamersky e Márcio Melnitzki, que descreviam as obras e respondiam aos questionamentos que surgiam. O que mais chamou a atenção de todos é que as obras não tinham guias ou fichas técnicas, exatamente com o intuito de ativar a sensibilidade de cada um, deixando-se envolver com as imagens que ali estavam. A penumbra predominava em todo o ambiente, com uma iluminação sombria a ressaltar que a beleza, segundo Miguel Rio Branco, está no lado mais precário da vida.

Num primeiro momento, foram observadas algumas fotos em um painel de folha seca retratando o cotidiano de algumas pessoas; mais à frente, através de um projetor, estavam várias imagens que, juntamente com os objetos colocados propositalmente, interagiam entre si, compondo um ambiente de desolação e melancolia. Ao fundo, um som de piano enriquecia os cenários.

Em outra sala da exposição, num ambiente de penumbra, estavam espelhos para gerar o ponto cego, isto é, pontos que as pessoas deixam passar desapercebidos; várias fotos e imagens de recortes antigos de jornais compunham o cenário. Um trabalho bastante interessante e que chamou a atenção de todos é a instalação Tubarões de Seda, isto é, figuras de tubarões pintados em tecidos de seda, dando a sensação de estarem no mar, no meio das águas.

Pode-se dizer que, na maneira como foi desenvolvida e organizada a exposição, o visitante se envolveu de tal maneira que as obras, os objetos e as imagens se interagiam entre si, retratando, assim, as ideias que conduzem a obra deste artista múltiplo, que é Miguel Rio Branco.

Matéria produzida na disciplina de Projeto Experimental II. Professora responsável: Michele Limeira

 


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