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Linguista canadense abre o Fronteiras do Pensamento 2009 Imprimir
Escrito por Manoel Canepa   
Quinta, 26 de Março de 2009 - 16:45

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Na segunda-feira, 23 de março, teve início no Salão de Atos da UFRGS, o ciclo de conferências Fronteiras do Pensamentos, que chega em sua 3ª edição na cidade de Porto Alegre. Quem abriu o evento foi o psicólogo experimental e cognitivo, linguista e escritor canadense Steven Pinker, que se dedica à neurociência contemporânea.

Pinker desenvolveu a teoria computacional da mente, equiparando o funcionamento do cérebro humano ao de um computador, explicando como se formam os processos de visão, audição e movimento, teoria essa que dividiu opiniões na comunidade científica, recebendo elogios e duras críticas.

Outra teoria polêmica do canadense defende que expressões como a fé, a organização política e o comportamento sexual humano são mecanismos que visam manter a sobrevivência do homem como espécie e indivíduo. Pinker acredita que a existência humana seja inata, e que os filhos herdem genes de seus pais. Assim, qualquer similitude pode simplesmente refletir a herança biológica de traços psicológicos.

O canadense tem diversos livros publicados no Brasil, entre os principais Do que é feito o pensamento (2008), Tábula Rasa (2004) e Como a mente funciona (1997), dos quais dissertou durante sua palestra. Em a Tábula Rasa o linguista aborda as relações entre natureza - criação e hereditariedade - meio ambiente, em que usa a linguagem como um dos principais exemplos: "Ninguém nasce sabendo determinada língua. São utilizados mecanismos inatos para esse processo", comenta o canadense.

Em seu último livro, Do que é feito o pensamento, o linguista analisa a influência do verbo no efeito causa - ação, e na relação humana com o tempo. Além do verbo, analisa a utilização de eufemismos na velocidade da linguagem humana. "Uso como exemplo o fato de que, por vezes, o ser humano não diz exatamente o que quer dizer, mesmo quando o interlocutor sabe o que queria ser dito de verdade", ressalta o psicólogo.

Em relação à linguagem, o psicólogo acredita que os seres humanos tendem a ser diretos de acordo com o nível hierárquico, quanto mais superior mais direto tendem a ser na linguagem. Outro ponto abordado pelo teórico refere-se a palavras chaves, consideradas tabus, que criam emoções negativas em seu sentido. "Cada cultura tem as suas, porém existe algumas que criam significados universais", conta Stiven. Tais como:

Religião - medo perante a Deus

Excreção - nojo

Sexualidade - perversão, repulsa

Doença e morte - medo

Porém até que ponto controlamos a nossa linguagem? Pinker considera a relação pensamento - linguagem algo muito complexo. "Não pensamos apenas por palavras. Pensamos através de vários signos. Porém as palavras podem ajudar a orientar o pensamento", completa o linguista.

 


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