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Fronteiras abre o semestre com o psicólogo Howard Gardner Imprimir
Sexta, 21 de Agosto de 2009 - 17:15

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O ciclo de conferências ‘Fronteiras do Pensamento’, que nesse ano está em  sua terceira edição, iniciou o segundo semestre com o psicólogo norte-americano, Howard Gardner, conhecido, entre outras obras, pela elaboração da Teoria das Inteligências Múltiplas, tema principal de sua palestra, em Porto Alegre, na segunda-feira, 17 de agosto, no Salão de Atos da UFRGS.

De acordo com a teoria de Gardner, cada pessoa tem, no mínimo, oito inteligências ou habilidades cognitivas. São elas: verbal, musical, lógico/matemática, visual/espacial, corporal/cinestética, interpessoal, intrapessoal e naturalista. Segundo ele, passados longos anos de estudos sobre o tema, e de acordo com os critérios que estabeleceu para definir uma determinada inteligência, nenhuma nova vertente surgiu, além das oito citadas. Gardner contou que ultimamente vem analisando o que chama de inteligência existencial, porém diz ainda não ter subsídios suficientes para considerá-la como a nona pertencente a todo ser humano.

Para o psicólogo, não há uma inteligência que seja mais privilegiada do que outra. Naturalmente, cada pessoa acaba por desenvolver, de forma mais acentuada, alguma ou algumas inteligências mais do que outras. Porém, segundo Gardner, a valorização maior de determinada inteligência é algo que ocorre devido a épocas históricas, regiões e culturas, entre outros fatores, e não através de uma comparação entre as mesmas. Para ele, nos dias de hoje, a inteligência pessoal é a mais necessária, uma vez que através dela buscamos compreender o próximo e a nós mesmos.

Contudo, a variação no desenvolvimento das inteligências é algo que não acontece com muita freqüência, como contou o norte-americano: “O cérebro e a mente tem uma evolução muito lenta. O funcionamento mental dos tempos atuais não se difere muito da época das cavernas”. Segundo Gardner, a forma como é usada a inteligência é que se altera e acompanha as modificações do meio em que vivemos.

Como um grande fenômeno modificador, o psicólogo citou a digitalização da sociedade atual e os impactos da internet. “Evidentemente que a internet gera um mecanismo criativo. Porém, ao mesmo tempo em que é amplo esse processo também pode ser muito raso”. Para uma melhor utilização das ferramentas digitais, o palestrante considera que a realidade multitarefa deve ser empregada com muito critério: “Tem de se avaliar onde a multiplicidade é vantajosa e onde não é”.

A mídia da internet promove três principais atuações, segundo Gardner: redes sociais, grupos de interesses e aprendizado à distância. Entretanto, as conexões entre esses fenômenos não estão bem desenvolvidas ainda, considera ele.

Um dos principais problemas no desenvolvimento das inteligências se dá no processo de aprendizagem, como conta: “A sociedade e as escolas não preparam as crianças para a nova geração. Não projetam as alterações que irão ocorrer no futuro”.

É de responsabilidade das escolas e dos pais, no processo de criação e educação, o bom desenvolvimento das inteligências. Porém, nesse ponto Gardner fez ainda uma última ressalva: “Há de se distinguir o uso de determinadas inteligências com uma relação direta de habilidade e sucesso – não importa qual inteligência se está utilizando, desde que os objetivos propostos obtenham o êxito desejado”.

Entre as principais obras do palestrante estão: A criança pré-escolar (1994), Estruturas da mente: a Teoria das Inteligências Múltiplas (1994), Inteligências múltiplas: a teoria na prática (1995), Inteligência: múltiplas perspectivas (1998), Arte, mente e cérebro: uma abordagem cognitiva da criatividade (1999), Mentes extraordinárias (1999) e Cinco mentes para o futuro (2005).

 


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