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Te Creís La Más Linda abre a Mostra Cine en Construcción do CEN Imprimir
Escrito por Cissa Madalozzo e fotos de Manu Rysdyk   
Segunda, 19 de Outubro de 2009 - 13:30

cinesquemanovoA abertura da Mostra Cine en Construción dentro do Cineesquemanovo (CEN) 2009 teve o conturbado filme chileno “Te Creís La Más Linda”, do diretor José Sandoval, exibido neste domingo (18) no Cine Santander Cultural. O público presente pôde conhecer a vida dos quatro jovens afogados na curiosidade (e na carência) do amor. Um dos jovens em especial é destaque no filme, pela sua complexidade e atrevimento.

Na tela, Javier é um jovem que se dedica a uma busca desenfreada por sexo, mas durante esse processo os dilemas entre ele e o amigo grafiteiro Nicolas, que namora a charmosa Fran, são expostos. O triângulo amoroso entre eles traz à tona o difícil ato de se relacionar e a dificuldade de Javier em aceitar a vida amorosa do seu melhor amigo. Seria essa a desculpa das atitudes desesperadas e imorais que levam Javier às mais extremas bizarrices. Neste contexto, entra em cena a misteriosa Valentina, vizinha de Nicolas, que desperta os sentidos e devaneios de Javier. Depois de convencê-la numa envolvente conversa a ficar duas semanas com ele, esta tentativa de se apaixonar dá início a um jogo psicológico que sacode a baixa auto-estima do jovem.

O filme procura revelar a insensibilidade e imaturidade de uma juventude que busca simplesmente se relacionar com “qualquer um”. E, claro, mostra o cenário da vida suburbana, onde a bebida e as drogas se misturam para suprir carências.

Em uma das cenas, é possível entender a dor do personagem Javier: quando ele encontra uma prostituta mais velha, que se nega a fazer sexo com ele, mas que lhe dá atenção e carinho de forma maternal. O filme tem sua maior ação nos diálogos provocantes, que vão do engraçado ao ridículo.

Para o professor de Letras, Luis Pedro, presente na platéia, a naturalidade da atuação dos atores ganhou destaque. “O filme mostra uma juventude que não tem objetivo. Algumas cenas davam a sensação de estarmos vendo a vida real mesmo, ao vivo e em cores”. Já a professora de Letras e cinéfila assumida, Aida Ferrás, criticou a pobreza de vocabulário e o estilo de vida dos personagens: “A falta de amor e solidão dos jovens fica muito clara no filme, mas acima de tudo ficam evidente os tempos de incomunicabilidade em que eles vivem e o papel das drogas neste contexto”.

Publicado no site Cineesquemanovo, em 19.10.2009

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Fotos de Manu Rysdyk

 


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