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Um monólogo ácido e divertido Imprimir
Escrito por Matheus Pannebecker   
Segunda, 26 de Outubro de 2009 - 08:20

happy-hour

Happy Hour é um monólogo de Juca de Oliveira. O ator, que também é autor do roteiro, é dirigido em cena por Jô Soares. A peça, exibida na cidade de Porto Alegre, nos dias 16 e 17 de outubro, resulta de um trabalho muito pessoal de Juca, na qual propõe um encontro informal com o público, definido, por ele mesmo, como a grande razão da vida de um ator. O enredo pode ser descrito como um discurso sobre os absurdos da política e da vida.

O humor apresentado é, no mínimo, corajoso. Desmoralizando o cenário político do país e as bobagens do governo Lula e do Partido dos Trabalhadores, o texto é ácido e crítico ao extremo. Portanto, quem é fã do presidente e do seu respectivo partido, deve se manter longe do espetáculo, pois ele cutuca e ridiculariza fatos políticos que aconteceram e estão acontecendo no mandato de Luis Inácio Lula da Silva. Mas, faz isso com humor muito refinado, onde Juca nunca pesa a mão ou fica fora de tom. É pura irreverência.

Happy Hour tem o grande mérito de traçar um diálogo entre o ator no palco e o público na plateia. Juca, extremamente à vontade e com uma empatia absurda, impressiona com a sua extrema facilidade de atrair o público para o seu humor. Parece que, realmente, estamos tendo um divertido bate-papo com essa pessoa crítica e irônica. O ator e roteirista, no final das contas, é o coringa do espetáculo, o que dá vida a uma peça que poderia cair nos exageros se fosse parar nas mãos um profissional mais inexperiente.

Temos aqui um teatro baseado na equação texto + atuação e nada além disso. Quem aprecia essa fórmula consegue aprovar o divertido resultado. Porém, vale ressaltar que é extremamente desaconselhável para quem é petista ou acha que a política do Brasil é uma maravilha. Mais do que isso estão presentes no texto outras críticas cômicas referentes a sexo, palavrões (essa, possivelmente, a melhor parte), machismo e alienação. Happy Hour diverte e faz pensar. Algo que não encontramos facilmente por aí.

 


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