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Mesmo sem despertar grande paixão, Abraços Partidos é um bom drama Imprimir
Escrito por Matheus Pannembecker   
Terça, 08 de Dezembro de 2009 - 08:13

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É sempre gratificante assistir a qualquer filme de Pedro Almodóvar. O espanhol é um profissional que tem grandes características cinematográficas e seus filmes sempre possuem um estilo muito autoral, o que se diferencia dos demais diretores de seu país. Mesmo quando o resultado é meio insuficiente, vale a pena dar uma conferida. É o caso de Abraços Partidos, que se encaixa como uma certa decepção na carreira de Almodóvar.

Penélope Cruz, novamente, é a musa da história. Mas, quem estiver esperando uma atuação surpreendente como a de Volver ou empolgante como a de Vicky Cristina Barcelona vai se decepcionar. Cruz não tem tanto destaque em cena e, infelizmente, não chega a ter o destaque que merecia e poderia ter tido. Ora, ela cumpre a sua missão de apresentar uma boa atuação, mas o problema de Abraços Partidos é o roteiro, que tira um pouco do brilho da atriz

Não sei se o problema é a história neutra, mas o resultado não empolga em momento algum. A película tem o sério problema de não envolver o espectador – e isso se deve ao tratamento frio e distante que permeia o filme durante todo o tempo. Não conseguimos sentir a paixão que supostamente os personagens têm por Lena (Penélope Cruz) ou muito menos que tipos de sentimentos algumas lembranças trazem para Mateo/Harry (Lluís Homar). Fica tudo muito vago e sem

Falta paixão narrativa em Abraços Partidos. O que é estranho, já que Almodóvar sempre tem o costume de deixar bem evidente toda a sua veia sentimental em suas histórias. Não é o que acontece aqui. Sempre fica aquela incômoda sensação de que algo está faltando. Algo que vai fazer a produção alçar voo. É um descompasso que incomoda. Enquanto os atores estão bem em cena, o roteiro fica sem se destacar.

Por um outro lado, não dá pra ficar indiferente com Abraços Partidos. É um longa-metragem que todo mundo vai ver, independente de opiniões negativas. Críticas não desmotivam os fãs do diretor – que podem até encontrar coisas boas na história. E elas existem sim, já que o filme funciona sem maiores problemas e consegue, com muita facilidade, ser um bom drama. Só que é pouco vindo de um diretor que sempre encantou com a sua paixão pelo cinema ,em obras visivelmente cheias de sentimentalismo como em Fale Com Ela e, no mais recente, Volver.

Vídeo-comentário de Maurício Saldanha no Cabine Celular

 


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